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A Federação União-Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), anunciou nesta terça-feira (6) apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.
A decisão ocorreu por aclamação durante reunião das executivas e das bancadas das duas siglas, em Brasília.
A federação havia adotado neutralidade no primeiro turno e liberado seus integrantes para apoiar diferentes candidatos nos estados.
Com a definição desta terça-feira, União Brasil e PP passam a orientar nacionalmente seus filiados a apoiar Flávio na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que participou da reunião, anunciou a decisão.
“O União-Brasil e o Progressistas vão trabalhar pela eleição de Flávio Bolsonaro”, afirmou. Em outro momento, destacou que a decisão ocorreu “por aclamação e por unanimidade”.
O apoio também representa uma mudança na relação entre Flávio e as duas legendas.
Antes do primeiro turno, o senador tentou obter o apoio formal da federação e chegou a negociar a indicação de Tereza Cristina para a vice-presidência.
A articulação não avançou, e União Brasil e PP mantiveram a neutralidade nacional.
Flávio amplia apoios no segundo turno
A adesão da União-Progressista ocorre depois de Flávio Bolsonaro receber o apoio de candidatos derrotados no primeiro turno e de outras lideranças políticas.
Na segunda-feira (5), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) declarou voto no candidato do PL.
“Não vou me omitir nem ficar em cima do muro neste momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro”, afirmou.
Zema terminou o primeiro turno em sexto lugar, com 0,27% dos votos válidos.
Nesta terça-feira, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) também oficializou apoio a Flávio durante um evento em Goiânia.
Caiado terminou a primeira etapa da eleição em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos.
O ex-presidente Michel Temer (MDB) também declarou apoio ao candidato do PL na segunda-feira.
Ao justificar a decisão, afirmou que “as urnas falaram” e que o resultado do primeiro turno demonstrou o desejo de mudança do eleitorado. O MDB, no entanto, não adotou apoio nacional a Flávio.
Governadores eleitos apoiam candidato do PL
Flávio também começa o segundo turno com apoio declarado de dez governadores eleitos no primeiro turno.
O grupo reúne cinco governadores do PL — Jorginho Mello (SC), Luciano Zucco (RS), Sergio Moro (PR), Marcos Rogério (RO) e Arthur Henrique (RR) — e cinco de outras siglas: Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), Otaviano Pivetta (Republicanos-MT), Eduardo Riedel (PP-MS) e Dr. Daniel (Podemos-PA).
Além deles, candidatos que ainda disputam governos estaduais no segundo turno também declararam apoio a Flávio, entre eles nomes de estados como Acre e Tocantins.
A campanha do candidato do PL tenta ampliar essa base nas próximas semanas, com articulações junto a outros partidos do centrão e lideranças políticas.
O Republicanos ainda negocia uma posição nacional, enquanto o Podemos também discute a adesão à candidatura.
Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, à frente de Lula, que obteve 45,16%. Os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro.







