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O primeiro turno das eleições de 2026 terminou neste domingo (4) com 1.904 urnas substituídas em todo o país, segundo o balanço final divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa 0,35% das 499.248 urnas utilizadas na votação. Apesar das trocas, nenhuma seção eleitoral precisou recorrer à votação manual em cédulas de papel.
As substituições ocorreram em todas as Unidades da Federação, com São Paulo concentrando o maior número absoluto, com 317 equipamentos trocados. No Paraná foram realizadas 239 substituições do equipamento, de um total de 30.174 urnas, segundo o TRE-PR.
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Equipamentos de contingência garantiram continuidade das Eleições
A substituição de uma urna faz parte dos procedimentos de contingência previstos pela Justiça Eleitoral. Quando um equipamento apresenta algum problema durante a votação, ele pode ser retirado de operação e trocado por outro previamente preparado para essa finalidade.
Além das urnas instaladas nas seções, a Justiça Eleitoral mantinha 50.038 equipamentos de contingência disponíveis para eventuais substituições. Esse estoque é justamente uma das estruturas utilizadas para evitar que uma falha interrompa a votação.
A existência desse mecanismo também ajuda a explicar por que as quase duas mil trocas registradas não significaram a interrupção da votação ou a necessidade de alterar o sistema eletrônico utilizado pelos eleitores.
A legislação eleitoral prevê o uso de cédulas de papel apenas como último recurso, caso a urna eletrônica de uma seção apresente problema e a substituição por outro equipamento também não seja possível. No primeiro turno de 2026, essa situação não foi registrada.
O funcionamento das urnas também foi mantido em municípios afetados por condições climáticas adversas. No Paraná, por exemplo, cidades atingidas pelas fortes chuvas utilizaram geradores e baterias para garantir o funcionamento dos equipamentos, segundo informações apresentadas pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.
Assim, embora o primeiro turno tenha registrado milhares de ocorrências que exigiram a troca de equipamentos, o mecanismo de contingência permitiu que a votação fosse concluída sem que nenhuma seção precisasse abandonar a urna eletrônica e adotar o voto manual.



