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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, antecipou à coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, o que deve dizer a Michelle Bolsonaro noencontro que tem marcado com a ex-primeira-dama. De acordo com Valdemar, ele pretende afirmar a ela que a eleição de seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), corre risco se não puder contar com seu apoio.
“Se perdermos a Michelle, a eleição vai ficar muito difícil para nós”, antecipou o cacique. Ele afirmou ainda que não sabe se conseguiria convencê-la no encontro, marcado para esta terça-feira, em Brasília. Há a possibilidade de que Flávio também participe da reunião, que é tratada como um encontro de conciliação.
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Os esforços de união acontecem depois de um vídeo em que Michelle fez diversas críticas a Flávio, ato que vem sendo tratado como um duro golpe por aliados, incluindo Valdemar. Desde a manifestação pública, são também cada vez mais públicos os sinais da cisão na família, como o fato de Michelle ter parado de seguir os enteados nas redes sociais – Eduardo, Carlos e Jair Renan, ou seja, todos, com exceção de Flávio.
Desde que o vídeo veio a público, dirigentes do PL passaram a atuar nos bastidores para reduzir a tensão entre dois dos principais nomes da direita. Valdemar chegou a antecipar seu retorno dos Estados Unidos para conduzir pessoalmente as conversas, afirmando a interlocutores que o campo não poderia iniciar a disputa presidencial dividido.
Salles elogia Michelle
Outro antigo aliado que falou sobre a importância de Michelle foi o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (NOVO-SP).
“Eu tenho grande respeito pela primeira-dama Michelle. E a Michelle teve um papel e tem ainda um papel muito importante de quebrar resistência, de mostrar que a direita respeita as mulheres”, declarou Salles em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.
A menos de um mês da convenção nacional que deverá oficializar a candidatura de Flávio à Presidência, a direção do PL considera prioritário transmitir uma imagem de unidade, com discursos convergentes, para impedir que o episódio continue produzindo desgaste que pode repercutir nos resultados eleitorais em outubro.








