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Eleições 2026

Votos no exterior: veja como ficou o resultado da eleição presidencial fora do Brasil

A votação dos brasileiros que vivem no exterior é exclusiva para a escolha de presidente e vice-presidente da República.
A votação dos brasileiros que vivem no exterior é exclusiva para a escolha de presidente e vice-presidente da República. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

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Os brasileiros que vivem fora do país também participaram neste domingo (4) do primeiro turno das Eleições 2026. Diferentemente dos eleitores com domicílio eleitoral no Brasil, quem está inscrito na Zona Eleitoral do Exterior vota exclusivamente para presidente e vice-presidente da República.

Ao todo, 916.534 brasileiros estavam aptos a votar no exterior neste ano, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O contingente representa pouco mais de 0,5% do eleitorado brasileiro, estimado em cerca de 158,7 milhões de pessoas. Porém, apenas 341.766 deles votaram, marcando um comparecimento de 37,31%.

A votação foi realizada em 186 cidades de 134 países, com seções instaladas principalmente em embaixadas e consulados brasileiros. Por causa dos diferentes fusos horários, brasileiros em países da Oceania, da Ásia e de outras regiões encerraram a votação antes dos eleitores que estavam no Brasil.

Com o encerramento das urnas e a conclusão da totalização, os votos no exterior passaram a integrar oficialmente o resultado nacional da disputa presidencial. O resultado consolidado ficou assim:

  • Lula (PT): 47,57% (157.387 votos)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 43,49% (143.900 votos)
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 2,94% (9.734 votos)
  • Renan Santos (Missão): 2,59% (8.580 votos)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 1,42% (4.708 votos)
  • Romeu Zema (Novo): 1,01% (3.329 votos)
  • Samara (UP): 0,32% (1.053 votos)
  • Hertz Dias (PSTU): 0,11% (373 votos)
  • Clariana Barão (DC): 0,25% (825 votos)
  • Edmilson Costa (PCB): 0,13% (421 votos)
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0,11% (373 votos)
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0,06% (199 votos)

Resultados variaram entre os países

Antes da conclusão da totalização, os resultados dos países que já haviam encerrado a votação mostraram diferenças no comportamento do eleitorado brasileiro no exterior.

Na Nova Zelândia, por exemplo, Lula recebeu 234 votos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 64. Na Austrália, foram 4.562 votos para Lula e 2.579 para Flávio Bolsonaro.

Na Ásia, a votação também apresentou resultados distintos. Na Coreia do Sul, Lula somou 123 votos, contra 72 de Flávio. Na China, considerando as seções de Pequim, Xangai e Cantão reunidas em um levantamento parcial, Lula tinha 268 votos, enquanto Flávio registrava 98.

O cenário foi diferente no Japão, onde Flávio Bolsonaro registrou uma vantagem expressiva. Na parcial baseada nos dados do TSE, foram 25.109 votos para o candidato do PL, contra 5.567 para Lula.

No Oriente Médio, também houve diferenças entre os países. Em Israel, Flávio Bolsonaro teve 523 votos, enquanto Lula recebeu 92. Na Palestina, por outro lado, Lula somou 1.078 votos, contra 46 de Flávio.

Na Europa, Portugal aparece entre os maiores colégios eleitorais brasileiros fora do país. Em levantamento baseado nos boletins de urna, Lula tinha 26.229 votos e Flávio Bolsonaro, 19.278. Na Alemanha, os números registrados no mesmo levantamento eram de 13.525 votos para Lula e 3.532 para Flávio.

Os números por país ajudam a mostrar a distribuição regional dos votos no exterior, mas não devem ser confundidos com o resultado geral da eleição. A totalização nacional considera todos os boletins de urna registrados pela Justiça Eleitoral.

Brasileiros fora do país votam apenas para presidente

A legislação eleitoral estabelece que os brasileiros com domicílio eleitoral no exterior participem apenas da eleição presidencial. Por isso, não há votação fora do país para governador, senador ou deputados federal e estadual.

A votação internacional é organizada pela Justiça Eleitoral em parceria com a estrutura diplomática brasileira. As seções são instaladas em locais definidos previamente e podem funcionar em embaixadas, consulados e outros espaços autorizados.

Para que uma seção eleitoral seja instalada no exterior, é necessário que exista um número mínimo de eleitores aptos naquela localidade. O eleitor precisa estar inscrito na Zona Eleitoral do Exterior e em situação regular para participar do pleito.

O fuso horário também interfere na divulgação dos resultados. Como a eleição segue o horário local de cada país, algumas comunidades brasileiras encerram a votação várias horas antes do fechamento das urnas no Brasil. Depois do término da votação, a urna eletrônica imprime o Boletim de Urna (BU), documento que registra os votos daquela seção.

A partir desses boletins, a Justiça Eleitoral realiza a totalização dos resultados. É essa etapa que permite consolidar a votação de todas as seções e chegar ao resultado oficial da eleição presidencial.

Como acompanhar os votos no exterior?

A divulgação dos resultados começou a partir das 17h, no horário de Brasília. Os números foram atualizados conforme os boletins de urna eram recebidos e processados pela Justiça Eleitoral.

O eleitor pôde acompanhar a apuração pelo Portal Resultados do TSE e pelo aplicativo Resultados. As plataformas permitiam consultar a votação dos candidatos e o andamento da totalização.

Também é possível consultar os boletins de urna individualmente. O documento permite verificar quantos votos cada candidato recebeu em determinada seção eleitoral e serve como registro oficial daquela urna. Com a conclusão da totalização, os votos no exterior são incorporados definitivamente ao resultado nacional da disputa presidencial.

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