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Eleições 2026

Zema acusa Lula de populismo com proposta que acaba com escala 6×1

Romeu Zema
Pré-candidato à presidência da República diz que proposta tem caráter puramente eleitoreiro. (Foto: reprodução/Youtube ACSP)

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência, Romeu Zema (Novo-MG), acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de fazer populismo com a proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1 e criticou o crescimento crescente dos gastos públicos.

As declarações ocorreram em um evento nesta segunda-feira (13), na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em que apontou na proposta uma clara iniciativa de caráter eleitoral e que não resolve problemas estruturais da economia.

“O Lula e o PT estão aproveitando do momento eleitoral para dar o que eles consideram um prêmio, que eles alegam ser prêmio, o que na verdade é nocivo para boa parte da população. É o populismo do PT, não podemos esperar nada de diferente”, afirmou.

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O pré-candidato ainda acusou o governo de ampliar gastos e agravar o déficit público com medidas que chamou de “pacotes de bondade”. Segundo ele, essas iniciativas não atacam as causas do problema econômico e podem gerar efeitos negativos no médio prazo.

Como alternativa, Zema defendeu mudanças nas relações de trabalho, com modelos mais flexíveis além da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O ex-governador sugeriu a criação de formatos baseados em pagamento por hora e maior liberdade contratual entre empregadores e trabalhadores.

“Acabar com a CLT é difícil, devido a questões de interesses corporativistas, Justiça do Trabalho, etc. Mas nós deveríamos tentar propor novas modalidades de relações de trabalho. A CLT continua e, a medida que outro modelo prosperar, provavelmente, ao longo do tempo, a CLT poderia ficar com uma participação muito menor”, disse.

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Atualmente, a legislação prevê jornada máxima de 44 horas semanais, enquanto o governo defende a redução para 40 horas em um modelo 5x2. A proposta será discutida na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na sessão desta quarta-feira (15).

O governo pretende acelerar a tramitação no Congresso por meio de urgência constitucional, estabelecendo prazo de até 45 dias para análise em cada Casa.

As negociações devem ser conduzidas pelo novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), escolhido por Lula no último final de semana. Ele, no entanto, enfrentará forte resistência principalmente de entidades ligadas ao empresariado.

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