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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse que se sente honrado de ter seu nome lembrado como pré-candidato da direita à Presidência ou à vice-presidência. O governador concedeu uma entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (23).
"Fico muito satisfeito de nós termos bons nomes pela direita. Hoje, a esquerda, como há 40 anos, só tem um nome, que graças a Deus está aí para aposentar já", disse Zema, referindo-se ao presidente Lula (PT). Ele avalia, com isso, que a pluralidade de nomes na direita fortalece o campo: "mais candidatos para a direita significa mais votos para a direita, e esses votos serão transferidos para o candidato que passar para o segundo turno".
Zema é pré-candidato à Presidência da República, mas já adianta que deve apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno das eleições de 2026. O governador reafirmou sua pré-candidatura, ressaltando seu legado em Minas Gerais como sendo de um resgate do estado de prejuízos deixados pela gestão de Fernando Pimentel (PT), que administrou Minas entre 2015 e 2018.
"Eu tenho um compromisso com o futuro do Brasil, e o futuro do Brasil é necessariamente nós tirarmos de Brasília um governo irresponsável", afirmou Zema. Questionado se aceitaria ser vice em alguma chapa presidencial, o governador disse que se sente mais confortável na posição de liderança, ou seja, como cabeça de chapa, mas admitiu a possibilidade, caso necessário.
Zema reitera promessa de indulto a Bolsonaro
Zema voltou a se comprometer a conceder um indulto a Bolsonaro e aos réus do 8 de janeiro "imediatamente" após sua eventual vitória. "Nós temos de resolver o passado, nós estamos carregando um peso", disse, mencionando também a cabeleireira Débora Rodrigues, popularmente conhecida como "Débora do batom", condenada por escrever a frase "perdeu, mané" na estátua da Justiça, no centro da Praça dos Três Poderes.
Ao defender o perdão das penas, o empresário citou a anistia dada em 1979 aos guerrilheiros que atuaram contra o regime militar instaurado em 1964. "Agora, nós não vamos dar anistia a quem sujou um monumento público com um batom?", questionou, apontando que há "dois pesos e duas medidas totalmente desproporcionais"





