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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), renunciou ao cargo para concorrer à Presidência da República. Neste domingo (22), a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) deu posse ao vice-governador, Mateus Simões (PSD).
No discurso de posse, Simões elogiou Zema pela transição, afirmando que sua rotina, com isso, mudaria pouco. Ele ainda se comprometeu a percorrer todas as regiões de Minas, transferindo provisoriamente a sede administrativa do governo a cada uma delas. O novo governador dedicou mais tempo a elogiar os prefeitos dos 853 municípios mineiros, afirmando que conhece a cada um e suas famílias.
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O presidente da ALMG, Tadeu Leite (MDB), é o próximo na linha sucessória e deve assumir o Executivo quando Simões se ausentar. O novo governador foi eleito para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), mas se comprometeu a permanecer no governo até o final do ano.
Simões tem 43 anos e iniciou sua carreira política no partido Novo. No primeiro mandato de Zema, foi secretário-geral do estado e deve concorrer, nestas eleições, a mais quatro anos como governador de Minas Gerais. Ele é advogado, mestre em Direito Empresarial e já foi professor universitário.
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Zema foi um dos primeiros a se declarar pré-candidato ao Planalto. Apesar da indicação, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ele decidiu manter sua pré-candidatura, comprometendo-se a apoiar Flávio em um eventual segundo turno contra o presidente Lula (PT).
A cerimônia de posse contou ainda com a participação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Com a mudança do comando em Minas, a legenda passa a governar sete estados, lista que já incluía Goiás (Ronaldo Caiado), Paraná (Ratinho Júnior), Pernambuco (Raquel Lyra), Rio Grande do Sul (Eduardo Leite), Rondônia (Marcos Rocha) e Espírito Santo (Fábio Mitidieri). A legenda comanda ainda 887 prefeituras e possui 14 senadores.








