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Faria diz que campanhas na internet estão mais equilibradas: “esquerda aprendeu a usar as redes sociais”

fábio faria - comunicações
Faria afirmou que a campanha de Bolsonaro deve focar em discutir as realizações de seu governo, comparar sua gestão com os governos petistas e considera uma perda de tempo ficar rebatendo os ataques da candidatura rival. (Foto: Alan Santos/PR)

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O ministro das Comunicações Fábio Faria, integrante da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) à reeleição, afirmou que atualmente os confrontos entre as candidaturas presidenciais no ambiente digital têm sido mais equalizados, em comparação a 2018, e que a esquerda aprendeu a usar as redes sociais. As declarações foram feitas em entrevista publicada nesta quinta-feira (20) pelo jornal O Globo.

Segundo o ministro, Bolsonaro continua com forte atuação na internet, mas a esquerda também se atualizou. “Então deixou de ser um campo só de um e hoje os dois usam”, disse.

Com relação ao episódio das declarações de Bolsonaro sobre as imigrantes venezuelanas, Faria revelou que a iniciativa de gravar um vídeo com pedido de desculpas foi do próprio presidente e que, apesar de prejuízo inicial para a campanha, a repercussão atual está sendo negativa para os militantes de esquerda.

Faria comparou o episódio com postagens que associavam o presidente Bolsonaro com canibalismo. “Hoje, o impacto (do vídeo das venezuelanas) está sendo negativo para eles (esquerda). Está parecendo forçação de barra, cinismo. É igual ao canibal. Não sei nem por que alguém da campanha decidiu entrar (no TSE) para tirar aquele vídeo. Por mim, poderia ter permanecido”, afirmou o ministro.

Faria disse ainda que a campanha de Bolsonaro deve focar em discutir as realizações de seu governo, comparar sua gestão com os governos petistas e considera uma perda de tempo ficar rebatendo os ataques da candidatura rival.

“Para a gente, o que funciona é discutir governo. A gente não quer entrar na discussão que eles criam todos os dias. E aí, muita gente no governo vai para trabalhar na defensiva, que não é um modelo inteligente. Acho um erro”, disse.

Sobre uma eventual estratégia para reverter a vantagem do ex-presidente Lula (PT) no primeiro turno, o ministro diz acreditar que já houve uma virada do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Acreditamos que já estamos na frente. A campanha do voto útil no primeiro turno funcionou, mas, por outro lado, todo mundo que poderia votar no Lula já migrou. Sabíamos que se a gente chegasse no segundo turno entre quatro e oito (pontos porcentuais de diferença) teríamos condições de virar”, declarou.

Questionado a respeito da mudança de tom do presidente sobre a segurança do processo eleitoral, o ministro declarou que o Bolsonaro reduziu suas críticas sobre a integridade das urnas eletrônicas após o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, abrir um canal de diálogo com as Forças Armadas.

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