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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou neste domingo (1º) que deixará o comando da prefeitura no dia 20 de março de 2026 para disputar o governo do Estado do Rio de Janeiro nas eleições de outubro.
Segundo Paes, a decisão segue o calendário eleitoral. A legislação determina que ocupantes de cargos do Executivo se afastem até seis meses antes do pleito para concorrer a outro cargo eletivo. O prazo final para a desincompatibilização seria o fim de abril, mas o prefeito optou por antecipar a saída.
Com a renúncia, o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) deve assumir o comando da capital fluminense e concluir o mandato.
Apesar de, desde o início do atual mandato, Paes afirmar publicamente que não pretendia disputar o governo estadual, os sinais políticos indicavam o contrário. Ao longo do último ano, o prefeito intensificou agendas fora da capital, ampliou alianças no interior e passou a se posicionar com mais frequência sobre temas estaduais — movimentos típicos de pré-campanha.
Paes está em seu quarto mandato à frente da Prefeitura do Rio e governa o município desde 2021, após retornar ao cargo e ser reeleito em 2024.
Cenário da disputa no Rio de Janeiro
O tabuleiro eleitoral do Rio ainda está em formação. A expectativa é que o PL lance um nome ao governo estadual. O atual governador, Cláudio Castro (PL), também deve deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado, o que abre espaço para uma eleição sem incumbente na corrida ao Palácio Guanabara.
A saída antecipada de Paes marca, na prática, o início oficial de sua caminhada ao governo estadual, transformando a eleição de 2026 em um confronto entre grupos políticos que hoje já medem forças nos bastidores.
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