175458

Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

ESPECIAL PATROCINADO

Wise Up

No mundo das startups, dominar o inglês é passo importante para conquistar investidores

O caminho para os desejados unicórnios – aquelas startups com valor superior a US$ 1 bilhão – passa pelo convencimento dos investidores e o argumento pode exigir falar muito bem em outros idiomas

Ricardo Steinmacher, Ilan Kriger e Bernardo Buschle (esq. para dir.) da Social Wave: inglês para apresentar a startup para grupos de investidores estrangeiros. | Divulgação
Ricardo Steinmacher, Ilan Kriger e Bernardo Buschle (esq. para dir.) da Social Wave: inglês para apresentar a startup para grupos de investidores estrangeiros. Divulgação
 
0
TOPO

Os empreendedores de startups – empresas pequenas em estágio inicial que têm potencial de crescer muito e gerar alta lucratividade – estão de olho no mapa da mina de investidores e recursos tecnológicos. Esse caminho passa pelos Estados Unidos, Israel, Índia e China. Os três primeiros países da lista têm em comum o idioma inglês, seja como língua oficial ou um dos idiomas mais falados em relações internacionais. E para estabelecer parcerias de negócios, não adianta dar um jeitinho, falar aquele inglês básico. Precisa, minimamente, ser capaz de explicar sua ideia, trocar impressões para uma boa rede de relacionamentos e até compreender conteúdos de contratos antes de assiná-los. 

Ilan Kriger, de 40 anos, percebeu a importância de dominar a língua inglesa nas primeiras vezes que foi para o exterior apresentar sua startup para grupos de investidores. Tanto no Vale do Silício, região localizada na Califórnia, nos Estados Unidos, que concentra diversas empresas de tecnologia, quando na Holanda, o sucesso da apresentação dependeu da capacidade de comunicação. “Falar bem inglês é uma espécie de cartão de visita. Falar realmente bem, com a conjugação correta dos verbos, a pronúncia certa, faz diferença”, conta o empresário, que tem uma plataforma que trabalha com potencialização de alcance digital de eventos, como shows musicais. 

A empresa de Ilan, a Social Wave, foi criada há dois anos e o empreendedor conseguiu estabelecer uma estrutura sólida, a ponto de visualizar uma expansão ousada: por que não procurar a maior empresa do setor dele, que fica na Inglaterra? Da ideia, surgiu um primeiro contato no início do ano, e de lá para cá, a conversa para uma possível parceria está evoluindo. 

Agora, com a possibilidade mais consolidada de expansão, Ilan resolveu retomar os estudos da língua inglesa, mesmo tendo um bom nível do idioma. E sabe que terá de preparar bem sua equipe. “Se der certo, todos terão que se comunicar com os parceiros ingleses, seja para questões gerenciais, técnicas. Vai ser inglês no dia a dia da empresa”, conta. Para isso, planeja até incorporar o “Fridays in English”, dia dedicado a confraternizar e bater papo somente em inglês, além de incentivar que todos mantenham estudos do idioma. 

Responsabilidades 

“Essas pequenas empresas, para serem startups, precisam ter condições de crescer exponencialmente. E, para isso, devem ter condições de se comunicar com esses grandes players: devem pensar em inglês, ter domínio para poder assinar contratos, entender o que estão assinando, as responsabilidades e com o que estão se comprometendo. Um dos primeiros tipos de documentos dessas parcerias é o NDA, que é um acordo de confidencialidade. É muito importante saber de todos os riscos que correm e o que podem esperar”, explica Alessandra Andrade, mentora de startups e coordenadora do Centro de Empreendedorismo da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo. 

Alessandra conta que o fato de muitos brasileiros da área de tecnologia terem se mudado para o Vale do Silício abriu a porta para novos negócios brasileiros. A região é conhecida por ser o polo de inovação mais importante do mundo. Mas engana-se quem pensa que essa relação de trabalho facilitará a barreira da língua. “Pode ser que daqui a dez anos, ou mais, com o avanço da inteligência artificial, a diferença dos idiomas seja superada pela tecnologia. Mas hoje e ao menos na próxima década, quem quer sonhar alto precisa montar seus sistemas em inglês”, conta Alessandra. Ela ajuda startups a estabelecer um plano de negócios e começa pedindo que a produção dele seja em língua inglesa. E dá um conselho para os jovens empreendedores. “Não adianta querer fechar negócio com inglês de balada. É bem mais complicado que conquistar a atenção de alguém em um bar”. 

Bruno Doneda está prestes a completar 30 anos e viu sua carreira de advogado mudar totalmente há dois anos quando, ao lado de outro colega advogado, percebeu que os novos contratos de startups eram um bom nicho de mercado. Abriu com o sócio a Contraktor, empresa que faz gestão de contratos e assinatura digital. “Tudo neste mundo é em inglês. Dos textos sobre novas tecnologias, softwares até saber programar. Converso com fornecedores de fora, como designers ou programadores e, para eu contratá-los, preciso saber como pedir o que quero, ter certeza de que estou sendo bem compreendido”, conta Doneda. Ele, que também está de olho em investidores estrangeiros, diz que as portas estão abertas para boas ideias e negócios vindos do Brasil, mas sabe dos riscos que um empreendedor corre pela barreira da língua. “Quando você apresenta seu negócio para fora, ninguém vai te criticar na hora por não ter domínio do inglês. Mas seu negócio perde valor, perde credibilidade”, analisa. 

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2018/08/03/Capa/Imagens/Cortadas/Bruno_grey-ID000002-1200x800@GP-Web.jpg
Bruno Doneda: “converso com fornecedores de fora, como designers ou programadores” Arquivo pessoal

Conteúdo específico  

Para aqueles que possuem um nível intermediário e planejam ultrapassar fronteiras nos negócios, o professor Ron Martinez, do departamento de Letras Estrangeiras Modernas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e assessor de Políticas de Internacionalização da universidade, diz que o mais importante é focar em um conteúdo específico, o conhecido como English for Specific Purposes (ESP), que passa do ensino geral do idioma para as demandas da área do aluno. “Considero que é um mito a necessidade de ter um nível de inglês nativo. O inglês hoje pertence a todo mundo e, para me comunicar, não preciso pronúncia de um australiano ou anglo-americano nativo para me fazer entender. Precisa ter inglês suficiente para se comunicar bem, mas, o mais importante, é saber lidar com situações do contexto, da área que está atuando.”, diz o professor, que nasceu em San Francisco (EUA).  

Ele aconselha assistir a vídeos específicos da área, ou ler textos e reportagens relacionados com o negócio, mas com o suporte de um professor de idiomas, que poderá guiar essa aprendizagem, apontando detalhes linguísticos, que sozinho provavelmente o aluno não consiga identificar.  

Wise Up News: notícias em inglês 

Desde o dia 6 de agosto, assinantes da Gazeta do Povo e estudantes da escola de idiomas Wise Up tem um conteúdo exclusivo que, além de informar sobre notícias do momento, ajuda no estudo diário da língua inglesa. Todos os dias, às 20 horas, as principais notícias do Brasil e do mundo daquela data estão disponíveis em inglês, em texto e áudio.  

O conteúdo é selecionado por uma equipe exclusiva deste projeto, que, direto da redação da Gazeta, faz uma curadoria de conteúdos relevantes e a elabora a versão em inglês. Com isso, alunos e assinantes de todo o país podem, ao mesmo tempo, informar-se e praticar a leitura (reading) e a audição (listening). 

Os estudantes da Wise Up tem acesso a este mesmo conteúdo também na plataforma digital da escola, onde poderão testar seus conhecimentos com exercícios exclusivos sobre as "News”. 

Aproveite para acessar a plataforma, clicando aqui.

  • Patrocinado por: Wise Up
  • Produzido por:

Conteúdo de responsabilidade do anunciante.