
O maior clássico do estado, no seu palco mais habitual e com um dos rivais celebrando o título ao fim de 90 minutos. De forma definitiva ou dependendo apenas de uma protocolar última rodada, será este o cenário do Atletiba do próximo domingo, no Couto Pereira. Um quadro que não se vê há 20 anos no futebol paranaense.A rodada do fim de semana confirmou aquilo que já se imaginava desde o início do octogonal. No sábado, o Atlético bateu o Paranavaí por 1 a 0; ontem, o Coritiba derrotou o Operário por 2 a 0. Os dois mantiveram 100% de aproveitamento e vão definir o campeão no confronto direto.
Matematicamente, apenas o Coxa pode dar a volta olímpica já no domingo. Beneficiado pelos dois pontos extras carregados da primeira fase, o Alviverde será campeão se vencer o jogo. Os outros dois resultados possíveis encaminham a conquista do título na rodada final para Coritiba (em caso de empate) ou Atlético (vitória rubro-negra).
A situação deste ano é oposta à de 2009, quando o mando no clássico e as vantagens do regulamento eram do Atlético. Os rubro-negros seriam campeões com a vitória. O Coritiba ganhou por 4 a 2, mas ainda assim foi para a última dependendo de tropeço do rival para ficar com a taça. O Furacão derrotou o Cianorte e sagrou-se campeão.
O Coxa também busca um ajuste de contas histórico. Nas duas últimas vezes em que o campeão estadual saiu de um Atletiba no Couto Pereira, a festa foi rubro-negra. Em 1983, Joel confirmou sua condição de carrasco alviverde e garantiu o bicampeonato para o Atlético. Sete anos mais tarde, um gol contra de Berg selou o empate por 2 a 2 e mandou o título para a Baixada.
De 1990 para cá, os dois clubes decidiram cinco vezes o Estadual, quatro na Arena e uma no Pinheirão. O Atlético ergueu a taça em 1998, 2000 e 2005; o Coritiba, em 2004 e 2008.
O Coxa não é campeão paranaense sobre o maior rival dentro do Couto Pereira desde 1978. Naquele ano, o Coritiba ganhou o título nos pênaltis, após três empates sem gols.



