
Sobraram motivos para o Coritiba comemorar. Uma campanha eficiente, recuperações pessoais, minutos eletrizantes, a vitória sobre o maior rival e parte da luta pelo título paraense bem encaminhada. O Atletiba coroou a trajetória com estilo. E obrigação, pois o desempenho teria uma mancha irreparável se houvesse um revés diante do mais tradicional adversário.
A torcida Alviverde vai apontar os três gols em sete minutos como uma das sequências mais empolgantes da história recente do clássico local. Porém nem tudo foi alegria, segundo o exigente técnico Marcelo Oliveira:"Não precisavam acontecer os dois gols [do Atlético]. Temos de trabalhar mais, ter atenção", comentou.
Mas a noite não era de cobranças. Se até ontem o treinador não encantava a torcida coxa-branca, o 4 a 2 lhe garantiu novos créditos. "Estou muito feliz", admitiu o comandante.
Outro que lucrou muito com o resultado foi o atacante Bill. Autor do primeiro gol, ele festejou sua evolução no clube. "Ganhar o turno, ainda mais em cima do Atlético, de goleada, deixou a torcida muito feliz. Graças a Deus estou me firmando. Eu não tava legal, fiquei no banco, depois quebrei o tornozelo [em 2010]. Agora esse pode ser o meu ano", disse o atacante.
Destaque do jogo com dois gols, o meia Davi disse que um dos segredos do Alviverde é o relacionamento do grupo. "Uma das melhores coisas que aconteceu comigo foi ter vindo para o Coritiba. Todo mundo é amigo e isso faz a diferença dentro de campo. Está dando certo", contou.
A diretoria também fez um balanço positivo. "Não ganhamos nada. Temos mais 11 partidas no segundo turno. Mas temos grandes possibilidades de êxito porque o time está entrosado", elogiou o vice-presidente Vilson Ribeiro de Andrade, que atribuiu parte do sucesso à pré-temporada. "Foi um trabalho sério, dedicado, forte, pesado, de quase 20 dias longe da família, aprimorando a forma física e técnica. Tudo isso nos dá condição de traçar caminhos mais ousados", planeja o dirigente.
Ele ainda adiantou que esta semana irá apresentar o novo reforço para o setor ofensivo. Apesar de o clube não confirmar o nome, trata-se de Éverton Ribeiro, do Corinthians, emprestado ao São Caetano.



