
O que separou o Coritiba da Libertadores em 2012 não foi somente a derrota para o Atlético, sim, a apatia que apresentou ontem na Arena da Baixada e durante boa parte do Brasileirão, principalmente quando atuou fora do Couto Pereira. Não foi diferente no Atletiba.
Se sobrou determinação pelo lado do Rubro-Negro, faltou ao Alviverde. Com a necessidade da vitória para alcançar a vaga na competição continental, esperava-se que o time do Alto da Glória partisse para cima do Rubro-Negro. Mas aconteceu o contrário.
Desta forma, o time fechou o Nacional com a 14.ª melhor campanha como visitante. Foram 11 derrotas, cinco empates e apenas três vitórias.
O meia Tcheco, que pode ter feito o seu último jogo da carreira, foi incisivo ao determinar que a distância para a Libertadores esteve mesmo nas atuações como visitante. "Sou muito crítico e pagamos por tudo o que fizemos no campeonato, principalmente fora de casa", reclamou.
O meia Rafinha reconheceu que o Coritiba não mereceu a vitória. "Não fizemos uma boa partida. No jogo do Avaí, nosso time já não tinha se comportado bem. E o clássico podia ser decidido num detalhe, como foi, numa bola parada", resumiu.
Apesar de ter ficado tão próximo da Libertadores dependia só dele , o Coritiba terminou o Nacional mais com o sentimento de dever cumprido do que o de decepção, ao menos na visão do técnico Marcelo Oliveira, que preferiu exaltar o que foi alcançado no ano.
"Claro que existe uma tristeza, mas não uma decepção. O Coritiba teve uma história muito bonita neste ano. Só um time vencedor consegue decidir jogos o ano todo", fechou o treinador.



