Após a vitória de 4 a 2 sobre o Iraty, que rendeu dois recordes ao Coritiba, o técnico Marcelo Oliveira desabafou contra o calendário brasileiro, apontado como algoz das lesões contusões dos jogadores. Das três substituições feitas pelo técnico, duas foram claramente por lesão: as saídas de Marcos Aurélio e Tcheco. Além disso, o Coritiba jogou cerca de 25 minutos com um jogador a menos por conta do problema muscular de Jéci ocorrido depois da terceira mexida.
"Naturalmente, agradou muito. O resultado foi ótimo. Difícil enfrentar um adversário jovem, saindo bem no contra-ataque. Não é fácil jogar tantas partidas em pouco tempo. Gera contusões. Estamos na liderança e demos mais um passo na caminhada que temos. Essa necessidade de ter um elenco bom e equilibrado para substituir bem os machucados. Em 70 dias, fizemos 20 partidas. Isso com exigência de marcação forte e se movimentando muito", disse o treinador.
Para o técnico, o problema não se restringe apenas ao Coritiba e precisa de uma solução gerencial. "Deveriam se preocupar quem faz o calendário para fazer um mais humano. Treinar 13 dias e encarar competição faz isso acontecer. As contusões acontecem em outras grandes equipes também", afirmou.
Perguntado se o Coritiba está perto do título, que virá de forma antecipada caso o time vença também o segundo turno, o treinador preferiu ser mais reticente. "Está muito próximo e ao mesmo tempo distante. Temos cinco obstáculos pela frente. Estamos no caminho e muito próximos fruto do esforço e da dedicação.



