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Brasileiro

Até eles...

Os pratas da casa Renan Rocha, Manoel e Deivid vinham se salvando na péssima campanha atleticana, mas erraram feio na derrota para o Avaí em Florianópolis

O goleiro Renan Rocha , cria da casa, não repetiu as boas atuações e falhou nos dois primeiros gols do Avaí. Outros componentes do trio de confiança, Manoel e Deivid também erraram feio | Fotos: Walter Alves/ Gazeta do Povo
O goleiro Renan Rocha , cria da casa, não repetiu as boas atuações e falhou nos dois primeiros gols do Avaí. Outros componentes do trio de confiança, Manoel e Deivid também erraram feio (Foto: Fotos: Walter Alves/ Gazeta do Povo)
O argentino Nieto bem que tentou, mas não conseguiu ajudar o Atlético |

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O argentino Nieto bem que tentou, mas não conseguiu ajudar o Atlético

Veja a ficha técnica de Avaí 3x0 Atlético |

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Veja o pontímetro do Atlético |

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Veja o pontímetro do Atlético

Na campanha para fugir da Segun­­dona, o Atlético vinha contando com a disposição de um trio forjado no CT do Caju: o goleiro Renan Ro­­cha, o zagueiro Manoel e o volante Deivid, os jogadores mais assíduos da equipe no Brasileiro. Pois no domingo (9), na derrota para o Avaí, por 3 a 0, em Florianópolis, até os três traíram essa confiança.

Renan Rocha falhou em dois gols. No primeiro, espalmou mal. No segundo, vacilou na saída da meta. Neste mesmo lance, Manoel perdeu a disputa de cabeça após bola alta na área. Depois, fez pior, ao meter a mão na bola e ser expulso, aos dois minutos do segundo tempo. Deivid, por sua vez, cometeu o desnecessário pênalti que originou o terceiro gol catarinense.

"O time deles teve as oportunidades de gol e não desperdiçou. Foi com certeza um dia para não se repetir mais. Agora temos de pensar em como reagir", declarou Deivid. Revelado pelo PSTC, ele desembarcou na Baixada com 16 anos. Foi promovido em 2009 e este ano tornou-se titular absoluto.

Companheiro de Deivid na marcação e outro oriundo das categorias de base, o volante Renan também preferiu pensar no futuro, após a péssima apresentação de ontem. "Nosso time trabalha, trabalha, era um jogo importante para escapar. Mas não podemos parar. Se achar que já caiu é pior. Temos de pensar no que fazer para melhorar", disse.

Além do desempenho ruim dos garotos, a derrota para o Avaí ressaltou um problema grave do Furacão. Mais uma vez, o time foi vencido por um concorrente na briga contra a degola. Em outras palavras, utilizando uma expressão batida do futebol, perdeu todos os "jogos de seis pontos".

Vencia o América-MG por 2 a 0 na Baixada e cedeu o empate. Per­­deu os dois confrontos com o Atlé­­tico-MG (3 a 0 e 1 a 0). O mesmo aconteceu ao duelar com o Bahia (2 a 0 e 1 a 0). E, após ficar no 0 a 0 com o Avaí, em Curi­­tiba, foi atropelado ontem em Florianópolis. Todas estas equipes estão hoje na zona de descenso. Com o resultado de ontem, o Atlético permaneceu com 27 pontos, em 18.º, a três do Cru­­zeiro, o primeiro fora da zona de rebaixamento.

Restam dez rodadas para o término da disputa e é preciso alcançar pelo menos 45 para escapar. "Ma­­te­­ma­­ticamente estamos dentro ainda. Vamos perder pontos, mas ainda dá", ressaltou o técnico Antônio Lopes.

Apoio e briga

A torcida atleticana lotou o espaço destinado aos visitantes no estádio da Ressacada. Os 1.200 ingressos foram adquiridos pela diretoria e vendidos aos torcedores, que pegaram a estrada para acompanhar a equipe. Até o meia Marcinho bancou um ônibus para a viagem até Floripa. O fato negativo da presença rubro-negro em Florianópolis foi uma nova briga entre as torcidas organizadas do Furacão. Assim como já ocorreu diversas vezes em Curitiba e na partida fora de casa contra o São Paulo, no Morumbi, as duas principais facções (Ultras e Fanáticos) entraram em conflito momentos antes do início do jogo na arquibancada do estádio avaiano e tiveram de ser contidas pela Polícia Militar catarinense.

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