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Atletiba de gala batiza a nova Arena

Com quatro gols, times jogando para o ataque e recorde de público, primeiro clássico da Baixada padrão Fifa encanta o público e impulsiona rivais

Hernani e Lúcio Flávio se abraçam: cena final de um dos melhores Atletibas dos últimos anos. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Hernani e Lúcio Flávio se abraçam: cena final de um dos melhores Atletibas dos últimos anos. (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

O dia 21 de junho de 2015 ficará marcado na história do futebol paranaense por um “Atletiba de gala”. O primeiro clássico na nova Arena da Baixada, reformada para a Copa do Mundo do ano passado, foi digno do palco onde ocorreu a disputa. Furacão e Coritiba empataram por 2 a 2, pela oitava rodada do Brasileiro, mas o futebol apresentado pelas duas equipes não decepcionou os 26.773 pagantes, recorde após a reforma em jogos do Furacão.

Uma boa partida, com as duas equipes buscando sempre o gol com velocidade e sem temer o adversário. Uma surpresa principalmente por causa do Coritiba. Na zona de rebaixamento, com seis derrotas em sete jogos, o Alviverde chegou desacreditado para o clássico, mas conseguiu mostrar uma evolução após uma semana de trabalho do técnico Ney Franco. O resultado, no entanto, manteve o time na ZR, em 18.º lugar, cinco pontos atrás do Figueirense, o primeiro fora do grupo dos quatro últimos.

“Quem acompanhou a partida, seja no estádio ou de outras formas, viu uma das melhores partidas do Brasileiro”, opinou Ney Franco após o empate na casa do adversário. “Foi um jogaço com as duas equipes procurando o gol a todo momento”, acrescentou o técnico coxa-branca.

Um desempenho que também empolgou a diretoria coxa-branca. “Esse elenco estava com a qualidade adormecida. Foi um outro time”, avaliou o vice-presidente de futebol, Ernesto Pedroso.

Tanto Pedroso como Ney Franco lamentaram apenas a ausência da vitória, já que o Coxa não vence desde o dia 16 de maio e por duas vezes ficou na frente do Atletiba. Aos 19 minutos do primeiro tempo, Wellington Paulista abriu o placar. Já aos 31 minutos da etapa final, quando o jogo já estava 1 a 1, Ruy aproveitou um bom passe de Marcos Aurélio para colocar o Coxa novamente na frente.

Do lado rubro-negro, a reação após estar perdendo em casa duas vezes diante da torcida foi o grande destaque. Algo que só ocorreu após Walter aproveitar uma bola espirrada por Ytalo, ainda no primeiro tempo, e do gol de Edigar Junio, seis minutos depois de Ruy ter marcado para o Coxa.

“Nossos jogadores estão de parabéns, mostraram determinação, entrega, digna de campeões. Não vencemos a partida, mas ganhamos um grupo mais forte e determinado”, valorizou o técnico Milton Mendes.

O empate ainda manteve a boa fase do Atlético, que segue no G4, agora em terceiro lugar, com 16 pontos, com cinco vitórias em oito jogos. “Sabe-se que o Brasileiro é complicado, não existe time imbatível, mas estamos à procura da perfeição, de excelência”, garantiu o técnico atleticano. Pelo menos o Atletiba já foi excelente.

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