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Dentro de campo, o Atletiba deste domingo já é considerado um dos maiores de todos os tempos, uma vez que nele estará em jogo a permanência do Atlético na elite e uma vaga na Libertadores-2012 para o Coritiba. Fora das quatro linhas, o duelo também será diferenciado pelo enorme aparato de segurança que irá mobilizar. Somente a força-tarefa da Polícia Militar, de 1.200 homens, já dá o tom da importância da partida. "Será o maior efetivo já usado para o futebol no estado", revelou o coronel Ademar Cunha Sobrinho, comandante do 1.º Comando Regional da PM, após reunião com as torcidas organizadas dos dois clubes, ontem, em Curitiba. Somando guardas municipais (165) e policiais civis (60), são cerca de 1.400 homens nas ruas.
A preocupação com tumultos e violência no dia do clássico tem uma série de explicações. A primeira é a rivalidade histórica entre as duas equipes, intensificada pela situação dramática do Furacão. A segunda é a lição e o trauma deixados pelo rebaixamento do Coritiba em 2009, quando as autoridades foram muito criticadas por terem subestimado o perigo no Couto Pereira. Há ainda o fato de a cidade receber a Copa de 2014 justamente no palco deste fim de semana é fundamental mostrar que a capital paranaense tem capacidade para lidar com esse tipo de situação potencialmente explosiva.
Somente na área da Baixada, serão 600 policiais militares e um processo de revista rigoroso na entrada. Isso sem contar os seguranças particulares do clube. Como de costume, cruzamentos em ruas ao redor da casa rubro-negra serão bloqueados, criando um perímetro de segurança. Só entrarão nessa área torcedores com ingressos e moradores da região a polícia pede que esses carreguem consigo comprovantes de residência para facilitar o acesso.
Ninguém poderá entrar no perímetro com camisas de torcidas organizadas e nem portando bebidas alcóolicas. Torcedores visivelmente embriagados serão levados para o juizado especial montado no interior da praça esportiva. Ali, todos os delitos envolvendo o clássico, não apenas em um raio de 5 km do estádio, como é de praxe, mas na cidade inteira, serão julgados na hora. A estrutura terá dois juízes, quatro promotores e quatro delegados.
A vigilância também será feita pelo alto, com dois helicópteros e uma câmera especial, móvel, com amplo poder de aproximação da imagem e alcance de 360°, situada a 10 metros de altura. "A torre dessa câmera é facilmente desmontável, então podemos mudá-la de lugar rapidamente de acordo com a necessidade", comentou o coronel Ademar, que testa o aparato de olho em adquiri-lo para a Copa do Mundo.







