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Vôlei

Brasil renovado mostra força e vence a Liga pela oitava vez

Competitivo e com poucos astros, time brasileiro derrota a Sérvia e, principalmente, as dúvidas sobre was mudanças feitas pelo técnico Bernardinho

Doce rotina: seleção brasileira de vôlei masculino festeja a conquista da Liga Mundial, em Belgrado, na Sérvia. Título veio com vitória sofrida contra os donos da casa | Marko Djurica/Reuters
Doce rotina: seleção brasileira de vôlei masculino festeja a conquista da Liga Mundial, em Belgrado, na Sérvia. Título veio com vitória sofrida contra os donos da casa (Foto: Marko Djurica/Reuters)

Belgrado, Sérvia - A seleção brasileira masculina de vôlei vive um momento de transição, mas mostrou que não perdeu a competitividade. Após um 2008 ruim, em que não comemorou títulos, a nova geração recolocou o país no caminho das vitórias. Neste domingo, em Belgrado, a equipe do técnico Bernardo Rezende derrotou a anfitriã Sérvia por 3 sets a 2 (22/25, 25/23, 25/22, 23/25 e 15/12), em uma partida emocionante e de grandes dificuldades para os brasileiros.

Foi a 8.ª conquista, que coloca o país como o maior ganhador de Ligas Mundiais, junto com a Itália. Entre todas as vitórias, sete vieram sob o comando de Bernardinho – o Brasil ganhou em 2001 e de forma consecutiva entre 2003 e 2007. O primeiro título da série foi em 1993.

O técnico afirmou, porém, que a conquista deste domingo parecia ser a primeira. "Foi a vitória da superação, por ter sido no meio de tantas dúvidas e diante de tais circunstâncias. Enfrentamos a Sérvia, 22 mil torcedores e quatro bandeirinhas."

A arbitragem foi um capítulo à parte no equilibrado duelo. Após várias decisões polêmicas favoráveis aos donos da casa, um dos juízes de linha foi substituído no 4.º set – o placar marcava 14 a 13 para o Brasil no set, que vencia o jogo por 2 a 1. De­­pois, quando o período estava empatado em 21 pontos, delegados da Fe­­deração Internacional de Vôlei intervieram na decisão da arbitragem.

O Brasil bloqueou um ataque do craque Miljkovic, a bola tocou na cabeça do sérvio e saiu. O lance foi a um metro do juiz de cadeira, que não viu o desvio e deu bola para a seleção da casa. No entanto, a mesa de delegados da Federação Internacional de Vôlei chamou o árbitro e concedeu o ponto ao Brasil, que havia reclamado muito no lance. Mesmo assim, a Sérvia venceu o set e levou a decisão para o tie-break. O Brasil chegou a estar três pontos atrás, mas virou o jogo em uma boa sequência de saques de Murilo, e definiu a partida em um ataque de Giba.

Sem estrelas

O capitão do time é um dos poucos remanescentes da equipe vice-campeã olímpica em Pequim, no ano passado. Além dele, disputaram a Liga Murilo, Rodrigão – que se contundiu na sexta-feira, contra a Argentina, e jogou apenas alguns pontos neste domingo –, Bruno e Sérgio Escadinha, que ganhou o prêmio de melhor jogador da competição.

Sem antigos astros, houve espaço para a ascensão de jovens talentos, como os meios de rede Lucas e Sidão e os atacantes Thiago Alves e Leandro Vissotto, que marcou nada menos que 29 pontos na decisão e foi o grande pontuador da partida.

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