Mais um capítulo da briga do atacante Dagoberto com o Atlético aconteceu nesta terça-feira, com a divulgação de um parecer da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre o processo que corre na justiça comum entre o jogador e o clube.
Segundo o documento, a entidade classifica o caso como "inusitado" e inédito, e se diz surpresa com a decisão judicial que deu ganho de causa ao Furacão.
A CBF afirma ainda que, uma vez que o clube está amparado por uma decisão judicial, é impossível tomar qualquer iniciativa junto à Fifa. Assim, Dagoberto deve cumprir a determinação do juiz.
A boa notícia para o jogador é que ele pode entrar com uma representação junto à entidade para reduzir o valor da multa recisória para o caso de transferências nacionais, que estaria acima do limite estabelecido por lei. No último dia 30, a 8ª Vara do Trabalho de Curitiba prolongou o prazo do contrato de Dagoberto com o Atlético de julho por mais 250 dias, de 2007 para abril de 2008, e fixou uma multa recisória de quase R$ 17 milhões (contra os R$ 5,4 milhões que pedia o jogador). Um outra audiência sobre o caso está marcada para o dia 20 de outubro.
Recentemente, Santos e São Paulo manifestaram interesse pelo jogador, mas o alvo valor da multa emperrou as negociações. Dagoberto segue treinando no Atlético e já disse que pretende cumprir seu contrato, mas está barrado desde a partida contra a Ponte Preta, em agosto.







