Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Carneiro Neto

Vida dura

Não anda fácil a vida de alguns times tradicionais do futebol brasileiro nesta temporada.

Um pouco pelo esvaziamento provocado pelo excesso de jogadores que se transferiram para o exterior, mas muito pela má gestão da maioria dos clubes.

Os números finais do turno chegam a ser assustadores para alguns, com destaque ao trio carioca – Flamengo, Botafogo e Flu­minense –, que fechou a pi­­or campanha da era dos pontos corridos.

O futebol carioca, que já foi sinônimo de glórias, hoje é motivo de sofrimento para os torcedores na principal competição nacional.

E não é por falta de apoio já que, ao contrário do futebol pa­­ranaense, os times do Rio de Ja­­neiro sempre receberam ge­ne­rosa cobertura da mídia, dispõem do Maracanã, que é fonte natural de alegria e, sobretudo, ganham polpudas verbas da televisão, contando ainda com o suporte de patrocinadores po­­derosos.

O incessante troca-troca de técnicos e jogadores contribui, decisivamente, para o desequilibrio técnico e, mesmo assim, os cartolas cariocas não reconhecem os equívocos cometidos.

Aqui, o Atlético conseguiu encerrar o turno na média e o Coritiba terá de suar a camisa para afastar-se, definitivamente, da ameaça de rebaixamento.

Rodada

O Furacão reinicia a caminhada com um osso duro de roer: o Vi­­tória, em Salvador. Mesmo tendo perdido o fôlego do começo da disputa, e até mesmo trocado Car­pegiani por Mancini no comando, o Vitória é um adversário de peso quando atua no Barradão.

O técnico Antônio Lopes mu­­dou a feição tática do time, mas o que provocou a mudança de atitude foi mesmo o choque de responsabilidade nos jogadores após a dispensa dos cinco que não estavam produzindo a contento. Gente que não corria começou a correr e outros que corriam pouco passaram a voar em campo.

Com garra, determinação e o ritmo ditado por Paulo Baier, o torcedor atleticano voltou a acreditar no time.

O Coxa recebe o Palmeiras, líder provisório, em razão das partidas atrasadas do Inter­na­cio­nal, que pode assumir o posto.

É importante destacar que o Palmeiras baixou a rotação nos últimos jogos, com empates que amargaram um pouco a boca da torcida verde. O Coritiba pode tirar proveito da ansiedade que normalmente domina os times considerados favoritos na largada e que, de certa forma, diminuem o pique na metade do campeonato.

Marcelinho Paraíba tem si­­do a fonte das melhores jogadas do Coritiba, mas a equipe não pode depender exclusivamente dele. Se bem que, por tudo o que se viu, o desengonçado Ari­el faz falta ao ataque. O argentino funciona como um paredão, segurando dois ou três adversários na sua vigilância, e é perigoso nas bolas altas. Por en­quanto, nem Hugo, nem Mar­cos Aurélio e muito menos Bruno Batata se completaram a ponto de fazer o torcedor es­­quecer o voador Ariel.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.