
A ideia de ter o Castelão inteiro cantando o Hino Nacional abraçado, encampada pela seleção brasileira, partiu de um torcedor, de maneira despretensiosa. O estudante de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Ceará (UFC), Matheus Sampaio, cantava o hino na sexta-feira à noite, debaixo do chuveiro, quando teve o estalo. "Será meu primeiro jogo do Brasil em estádio e pensei no que fazer para marcar ainda mais. Aí surgiu a ideia de imitar os jogadores", contou Matheus à coluna.
Ninguém curtiu
Na sexta à noite mesmo ele criou um evento no Facebook convocando quem fosse ao estádio para cantar o hino abraçado. A rejeição foi imediata. "Liguei para a minha namorada contando e ela disse que a ideia era patética, ninguém ia fazer nada. Quatro amigos me chamaram de idiota", diz.
Alguém compartilhou
A maré virou quando Ferruccio Feitosa, secretário de Copa do Ceará, soube da ideia e repassou para os jogadores da seleção. Feitosa já havia sugerido a entrada do time em campo em fila, com as mãos sobre os ombros do companheiro, prática que estreou no Brasil x México da Copa das Confederações. A nova sugestão foi prontamente encampada por Thiago Silva e David Luiz, que gravaram um vídeo no Instagram convocando a torcida.
Vem pra rua
Agora, Carvalho espera ver se, na prática, a torcida vai aderir. "Vou chorar, né. Se chorei no estádio no jogo do Uruguai, imagina vendo minha seleção, num jogo de Copa do Mundo, e a torcida cantando como eu sugeri", disse.
Tá chegando a hora
A torcida mexicana deu, no fim da noite de domingo, uma mostra do apoio que o time terá hoje, no Castelão. Centenas de torcedores foram para a frente do hotel e acabaram premiados com a saída dos jogadores na varanda. Os atletas tiraram a camisa, giraram e cantaram com os fãs "Cielito lindo", canção típica do país no ritmo do nosso "Tá chegando a hora".
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