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Enquanto as atenções estão voltadas ao Atlético quanto à viabilidade ou não de a Arena ser um dos gramados de 2014 e, consequentemente, Curitiba se conso­li­­­­­dar como uma das subsedes, o Atlético, o time, vai sendo sistema­ti­­­­ca­mente defenestrado no Brasileiro.

As possibilidades de a Baixada receber o acabamento final no padrão Fifa estão em 98%, segundo a força-tarefa que está cuidando dos assuntos da Copa 2014, seção Curitiba. Por outro lado – tão nebuloso quanto –, as chances do Atlético não conseguir escapar de um indesejável e inoportuno rebaixamento também vem crescendo rodada a rodada.

Na vice-lanterna e sem ter saboreado uma vitória sequer fora de casa, com a pior defesa (20 gols) e o saldo de gols mais negativo (-9) da Série A, é aconselhável ao Atlético ficar com um olho na Fifa/CBF e outro nos próximos adversários.

E eles serão de lacrimejar: o CAP tem pela frente, até a 15ª rodada, Santos, Fluminense, São Paulo, Palmeiras e Flamengo, o que deve inquietar qualquer torcedor atleticano que, a esta altura, está se lixando se a Baixada será ou não campo de jogos da Copa. Querem jogo do Atlético ali. Com vitórias.

Não bastasse o péssimo desempenho do time na elite, robustos adversários pelo caminho, há ainda o temor, real, de o clube rubro-negro ter seu estádio confiscado para as obras, caso a Arena seja efetivamente agraciada com as esperadas verbas.

Seu único par de vitórias vieram da Baixada. Afastado compulsoriamente de seu teto, e tendo de mandar jogos na vizinhança, a casa poderia cair de vez.

Seria constrangedor para os atleticanos sentar em uma cadeira confortável, numa Arena fantástica, mas com o time lá embaixo, no gramado, na Segunda Divisão.

Numa intrincada operação, envolvendo o governo estadual, o municipal, o Atlético e os já famosos títulos de transferência do potencial construtivo do município, a Arena será mesmo o estádio de Curitiba.

Só falta o BNDES assinar embaixo. Curitiba não poderia mesmo ficar de fora do banquete da Copa. O preço para isso tem sido alto e desgastante para todos os envolvidos.

Espera-se que o Atlético não fique com o ônus maior. Jogar por dois anos longe da Baixada é potencialmente destrutivo.

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