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Brasileiro

Com mágoa, Geninho torce para amigos

Treinador com melhor aproveitamento no ano à frente do Furacão diz que tem carinho pelo clube e torcida, apesar dos dirigentes: “Eles não são o Atlético”

Geninho rejeita candidatos do clube: “Se eu pudesse votar, ia ser em branco” | Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Geninho rejeita candidatos do clube: “Se eu pudesse votar, ia ser em branco” (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

Enquanto o Atlético se prepara para o Atletiba de domingo, o técnico que teve o melhor aproveitamento neste ano no comando do Furacão torce para que o time escape da degola. Porém, ainda com muita mágoa.

Geninho, treinador campeão Brasileiro em 2001, liderou o Rubro-Negro entre o final de fevereiro e o começo de abril de 2011. Em dez jogos, por Para­naense e Copa do Brasil, foram oito vitórias, um empate e uma derrota: 83% dos pontos ganhos. O que não evitou a demissão.

"Foi uma opção da diretoria. Até hoje eu não sei o motivo", re­­clamou, em entrevista por telefone à Gazeta do Povo. "Claro que ainda estou magoado. Tudo aquilo que falei na época está mantido. A decepção com o [presidente Marcos] Malucelli e o [ex-vice e candidato à presidência do Conselho De­­libe­­rativo, Ênio] Fornéa prossegue. Conviveram comigo e tomaram essa atitude pelas costas", protestou.

Mesmo assim, o técnico – que está sem emprego e descansa em Santos – torce para que o Furacão não caia à Série B. Além de se declarar atleticano, Geninho não quer que o currículo do amigo Antônio Lopes seja manchado. "Gosto dos jogadores, tenho um carinho pela torcida. Não tem nada a ver com os dirigentes. Eles não são o Atlético."

Comandante há três anos, quando livrou o Rubro-Negro na última rodada, o treinador vê semelhanças com a atual situação. "Vai ser como em 2008. Tem de comemorar como se fosse um título", avisou, sabendo da dificuldade. "Se não bastasse a rivalidade, ainda tem essa possibilidade de o Coritiba chegar à Liber­tadores... Só espero que seja um jogo de paz", completou.

Geninho deixou o clube antes de o Brasileiro começar. Para muitos críticos, a derrocada rubro-negra iniciou com a saída dele.

Po­­rém o próprio treinador prefere não analisar desta forma. "Não sei [se influenciou]. Muita água já passou, tiveram outros treinadores. Depois que eu saí, não acompanhei mais", conta Geninho. "Só liguei uma vez para saber sobre o Bolinha [massagista que passou por um sério problema de saúde]."

O treinador não confirma presença no jantar dos campeões de 2001 marcado para o dia 8. "Para comemorar o título, estarei aí. Mas se quiserem me usar na eleição, vão dar com os burros na água. Se eu pudesse votar, ia ser em branco", disse o ex-sócio do Furacão.

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