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A 23ª Copa do Mundo trouxe recordes de seleções e faturamento para a FIFA. O torneio, realizado nos EUA, México e Canadá, marca uma nova era financeira para a entidade, que assume o controle total das bilheterias e implementa preços dinâmicos para maximizar seus lucros bilionários.
O que muda no formato desta edição da Copa do Mundo?
Esta é a maior edição da história. O número de seleções participantes subiu de 32 para 48, o que elevou o total de partidas para 104. Pela primeira vez, três países dividem a organização — Estados Unidos, México e Canadá —, espalhando o espetáculo por 16 sedes diferentes ao longo de 39 dias de competição.
Por que os ingressos estão tão caros em comparação aos anos anteriores?
A FIFA mudou a estratégia: agora ela controla diretamente as vendas, sem intermediários locais, e adotou o sistema de preços dinâmicos. Isso significa que o valor sobe conforme a procura, como acontece em sites de passagens aéreas. Ingressos de grupos triplicaram de preço, e os da final chegam a custar mais de dois mil dólares na bilheteria oficial.
O que são os chamados 'elefantes brancos' e por que eles não devem ocorrer nesta edição?
'Elefantes brancos' são estádios luxuosos e caros que ficam vazios ou sem uso após o torneio. Desta vez, os países anfitriões não precisaram construir novos estádios, pois já possuíam arenas rentáveis e modernas que são usadas o ano todo por seus clubes locais. Isso reduz o custo de infraestrutura e evita o desperdício de dinheiro público visto em edições passadas.
A Copa do Mundo realmente traz lucro para os países que a recebem?
Apesar de a FIFA projetar ganhos de 30 bilhões de dólares para as sedes, especialistas alertam que o impacto real é modesto. O aumento de turistas do futebol muitas vezes afugenta o turista comum, e os empregos gerados são temporários. Além disso, as cidades gastam muito com segurança pública local, enquanto o grosso do lucro com marketing e transmissão fica com a FIFA.
Quanto a FIFA espera arrecadar com este evento?
A entidade planeja arrecadar cerca de 8,7 bilhões de dólares apenas nesta edição. A maior fatia vem dos direitos de transmissão de TV, seguida pelas cotas de marketing e agora pela bilheteria e taxas de revenda. Esse modelo expansivo é o pilar da gestão de Gianni Infantino, que usa os repasses financeiros para manter o apoio das federações nacionais de futebol.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.




