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fase final

“La mano” salvadora

Atacante Suárez coloca a mão na bola para impedir o gol da classificação de Gana. Pênalti não entra e Uruguai arranca a vaga

O atacante uruguaio Suárez evita com a mão  o gol de Gana no último minuto da prorrogação. Era a última saída para a Celeste. E funcionou. Os africanos erraram o pênalti | Brian Snyder Reuters
O atacante uruguaio Suárez evita com a mão o gol de Gana no último minuto da prorrogação. Era a última saída para a Celeste. E funcionou. Os africanos erraram o pênalti (Foto: Brian Snyder Reuters)

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Veja a ficha técnica do jogo Uruguai X Gana |

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Veja a ficha técnica do jogo Uruguai X Gana

No último minuto da prorrogação, o artilheiro uruguaio Suárez deu uma de goleiro para tirar a bo­­la em cima da linha. Pena­­­li­­dade máxima e cartão vermelho para o camisa 9. Era só o ganês Gyan mandar para a rede e selar a inédita classificação de uma seleção africana para as semifinais. Mas logo depois se perceberia: nunca uma expulsão valeu tan­­to a pena para a Celeste. O adver­­sário mandou a bola no travessão e a decisão foi prolongada justamente para os pênaltis. No­­vamente contando com erros de Gana, o Uruguai voltou a figurar entre os quatro melhores de um Mundial.

"Quem acredita em destino talvez possa explicar, mas eu não tenho uma explicação para o que aconteceu hoje", disse o técnico Oscar Tabárez ao site da Fifa. Ele comandava a seleção uruguaia na última classificação para a segunda fase de uma Copa, em 1990. Em uma semifinal, o país não chegava desde 1970, quando perdeu para o Brasil de Pelé e com­­panhia no México.

O treinador reconheceu que, a exemplo do duelo com a Coreia do Sul, pelas oitavas de final, o ti­­me não rendeu o esperado. "Não jogamos bem, mas sobrevivemos a circunstâncias dificílimas. Tomamos um gol no final do primeiro tempo e tivemos um pênalti contra nós no último se­­gundo", afirmou, exaltando a raça dos jogadores.

O gol ganês foi feito por Mun­­tari, batendo de fora da área e contando com a colaboração do goleiro Muslera – que ainda daria a volta por cima, pegando duas cobranças nos pênaltis. For­­lán empatou batendo falta no início da segunda etapa. O goleiro Kingson, que fez boas defesas, também foi mal no lance, dando um passo para o lado errado e não conseguindo voltar.

No geral, Gana foi melhor. Con­­tando o tempo normal e a prorrogação, tentou 30 finalizações – contra 19 dos uruguaios. Mas a falta de pontaria, grande problema do time nas fases anteriores, voltou a atrapalhar. Espe­­cialmente nos pés de Gyan, no lance decisivo. "No final tivemos o pênalti que foi a oportunidade histórica de chegar à semifinal. Devemos nos orgulhar do que conquistamos. Assim é o esporte e a justiça. Hoje [ontem] foi o Uru­­guai que teve sorte", disse o técnico da seleção africana, o sérvio Milovan Rajevac.

Nem o "goleiro" Suárez acreditava mais nessa sorte. Depois da expulsão, ele deixava o campo em desespero. Mas a bola no travessão o fez voltar correndo para comemorar a nova chance.

Chance muito bem aproveitada, aliás. Na disputa por pê­­naltis, Gyan converteu o dele, mas Mensah e Adiyiah pararam no goleiro Muslera. Forlán, Vic­­to­­­rino, Scotti e "Loco" Abreu mar­­caram para o Uruguai. O cen­­­­troavante do Botafogo, justificando o apelido, bateu com uma leve ca­­va­­dinha, tal qual havia feito na decisão do Esta­­dual contra o Flamengo. "Não se trata apenas de coragem. É uma forma de marcar um pênalti. Há várias formas e esta é a que eu mais gosto", explicou, nem pa­­­recendo falar de um lance va­­len­­do uma semifinal de Copa do Mun­­do. Qua­­­renta anos depois.

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