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Bom para os suplentes

Dunga exalta atuação de reservas na vitória contra o amador time da Tanzânia

Seleção brasileira força o ataque contra a modesta Tanzânia: goleada por 5 a 1 não mostrou nada de surpreendente, mas serviu para valorizar os reservas, que entraram em campo melhor do que muitos titulares | Albari Rosa/Gazeta do Povo – Enviado especial
Seleção brasileira força o ataque contra a modesta Tanzânia: goleada por 5 a 1 não mostrou nada de surpreendente, mas serviu para valorizar os reservas, que entraram em campo melhor do que muitos titulares (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo – Enviado especial)
Kaká jogou os 90 minutos, comprovando estar recuperado de lesão |

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Kaká jogou os 90 minutos, comprovando estar recuperado de lesão

Brasil 5 X 1 Tanzânia

Um dos principais pilares do tra­­balho de Dunga à frente da seleção brasileira é a garantia de ter um time definido, com es­­quema tático fixo e pouquíssimas alterações pelo caminho.

Porém, às vésperas da Copa do Mundo, o treinador viu alte­­ra­­ções significativas no time melhorarem muito a equipe do primeiro para o segundo tempo na vitória por 5 a 1 sobre a Tan­­zânia, ontem.

O último amistoso antes da estreia no Mundial (marcada para daqui a uma semana diante da Coreia do Norte) mostrou ao capitão do tetra que variações também têm seu lado positivo. A opinião é dele mesmo.

"No segundo tempo, com muitos que não são considerados titulares, ficou explicado porque temos tantos empates por 0 a 0 nos coletivos. A equipe reserva é muito boa", avaliou ele, que só volta a se pronunciar oficialmente na véspera do confronto com os norte-coreanos. "Pedem variações e as variações estão aí", re­­força.

Logo no intervalo, o treinador tirou Lúcio, Felipe Melo, Gil­­berto Silva e Michel Bastos do jogo. As entradas de Luisão, Ra­­mires (autor de dois gols), Josué e Gilberto deram uma nova cara à equipe que havia feito um te­­dioso 2 a 0 na etapa inicial (gols de Robinho).

Com uma nova dupla de vo­­lantes, a chegada à área rival foi fortalecida e a saída de bola – antes extremamente precária com Felipe Melo – melhorou. Com Daniel Alves no lugar de Elano, fazendo um revezamento com Maicon pela direita, o conjunto evoluiu ainda mais.

"Mas não dá para mudar o ti­­me a cada partida. Depende do jogo e da característica do adversário", disse o técnico, deixando no ar que realmente não deve mudar a formação que, na visão dele, vinha dando tão certo.

Até porque, a Tanzânia tem uma equipe que não serve de comparação para nenhum dos oponentes que virão no torneio da Fifa. O Zimbábue, vencido na semana passada, tem um time bem mais acertado do que o rival de ontem.

As condições da partida final de preparação, aliás, em nada têm a ver com as que serão en­­contradas em dias de jogos na África do Sul. Na litorânea Dar Es Salaam, durante o dia, a temperatura era superior a 30 graus. No horário do jogo (18 h) caiu pa­­ra 26 graus. Muito mais do que os 16 graus de dia e os menos de 10 à noite na alta (cerca de 1.800 metros) Johannesburgo.

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Veja a ficha técnica do jogo Brasil 5 X 1 Tanzânia:

Em Dar Es Salaam

Tanzânia

Muharami; Shadrack (Karoni), Mwasika, Yondani (cartão amarelo) e Haroub; Erasto, (Bakari), Abdulahim (Aziz), Mgosi (Bocco) e Ngassa; Khalfan e Makasi.

Técnico: Márcio Máximo.

Brasil

Gomes; Maicon, Lúcio (Luisão), Juan e Michel Bastos (Gilberto); Gilberto Silva (Josué), Felipe Melo (Ramires), Elano (Daniel Alves) e Kaká; Robinho e Luis Fabiano (Nilmar).

Técnico: Dunga.

Estádio: Nacional. Árbitro: Mohamed Se­­gon­­ga (Uganda). Cartões amarelos: Yon­­da­ni (T); Felipe Melo (B). Gols: Robinho (B), aos 9/1º e aos 33/1º; Ramires (B), aos 8/2º e aos 47/2º, Kaká (B), aos 30/2º, e Aziz (T), aos 33/2º.

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