Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Seleção Brasileira

Entre os melhores da Copa do Mundo, Juan reclama da violência dos adversários

Zagueiro, normalmente avesso aos microfones, aproveita coletiva para defender companheiro Elano e fugir do rótulo de melhor do mundo

Juan, líder zen da seleção | Albari Rosa / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Juan, líder zen da seleção (Foto: Albari Rosa / Agência de Notícias Gazeta do Povo)

Juan não tem o perfil de porta-voz. Introspectivo, prefere o silêncio. É uma espécie de líder zen da seleção brasileira. Enquanto a turma liderada por Robinho dá risada e faz dancinhas para comemorar o bom desempenho na "roda de bobinho", ritual que marca o início de todos os treinamentos da seleção, ele prefere a distância, como se pedisse para que aquilo tudo terminasse logo.

Foge também do pessoal do fundão na corrida. Vai lá na frente, guiando o grupo ao lado do preparador físico Fábio Mahseredjian.

O zagueiro, porém, inverteu a lógica nesta quarta-feira (30). Aproveitou o sofrimento do amigo Elano, praticamente fora da Copa do Mundo por causa de uma pancada no tornozelo direito, para gritar por socorro. Cobrou mais rigor dos árbitros em relação à violência, responsável por três baixas no time nacional – Felipe Melo e Júlio Baptista completam a lista de enfermos.

"Lamento profundamente que alguém queira machucar um colega de profissão. Engraçado que com o Brasil todo mundo é mais rigoroso. Qualquer falta e já levamos cartão", afirmou o camisa 4. "Outra coisa: o prejudicado tem que ser quem bate, nunca o Elano por exemplo", emendou.

Juan fala com conhecimento de causa. Em quatro partidas não precisou levar ninguém ao chão. A única falta que cometeu foi com as mãos, ao interceptar um lançamento para Cristiano Ronaldo. Recebeu o amarelo como punição. "É o meu estilo de jogo".

O desempenho ao lado de Lúcio virou tema de todas as entrevistas da seleção brasileira. Já quem classifique a dupla como a melhor zaga do mundo. Rótulo que, evidentemente, não faz a cabeça de Juan.

Pelo contrário. O jogador chega a reclamar do assédio – em determinado momento, no início da carreira no Flamengo, pediu para não falar com os jornalistas. "Nem eu nem o Lúcio pensamos em ser os melhor do mundo. Não estamos aqui para isso. O êxito é dividido com os companheiros. Em muitos casos são eles que começam a marcação lá na frente, facilitando o nosso trabalho", comentou, antes de receber a autorização para deixar a sala repleta de repórteres do Randpark Golf club. Ali não é a sua praia.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.