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Quartas

A escolha de Felipão

Com Neymar lesionado, o técnico da seleção terá de montar um time sem o camisa 10 pela primeira vez. Solução deve ser a entrada de Willian ou de mais um volante

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A semifinal da Copa 2014 trará a Luiz Felipe Scolari um desafio inédito na sua segunda passagem pela seleção brasileira: jogar sem Neymar. O camisa 10 foi titular nas 27 partidas do Brasil desde que Felipão voltou a ser o treinador, no início do ano passado. Exatamente nas duas mais importantes deste ciclo, terá de se virar sem o único craque da atual geração. E, ao que tudo indica, ele montará um time à sua feição, com muito mais transpiração do que técnica.

Entenda a lesão

A opção imediata é a entrada de Willian. O jogador do Chelsea foi convocado como reserva imediato dos meia-atacantes da seleção brasileira. Fez bons amistosos, mas não o suficiente para abalar a confiança em Oscar. Acabou, ainda, sofrendo o baque psicológico por perder um pênalti contra o Chile. Bernard é outra opção da função. Estará em casa no Mineirão, mas não foi bem nas chances que teve na Copa.

A circunstância da partida, com o trauma da perda de Neymar e a força do meio de campo adversário, contudo, parece apontar para outro caminho, um time com três volantes. Voltando de suspensão, Luiz Gustavo reassume naturalmente a posição de titular. Elogiados por Felipão, Fernandinho e Paulinho seriam mantidos.

A dúvida seria na composição ofensiva. Hulk e Oscar, dois jogadores táticos, têm lugar cativo. Fred passa por má fase e não tem velocidade para contra-ataque, mas seria opção para bola parada, o caminho que sobraria para o Brasil ganhar dos alemães.

"Minha função é decidir a melhor opção. Vou estudar, depende da recuperação dos jogadores, do ambiente dos próximos dias. Foram duas decisões difíceis, preciso observar como o time reage", disse Felipão.

O elenco, porém, parece já ter assimilado a primeira mudança com a ausência de Neymar. Sem a estrela do time, será necessária uma força coletiva muito maior para superar uma geração alemã que desde 2006 chega à semifinal de todos os torneios, mas ainda não venceu nenhum. Caiu na semi das duas últimas Copas e da Euro 2012 e foi vice-campeã europeia em 2008.

"Desde o início, mesmo com o Neymar, o protagonista foi o grupo, batalhando todos os jogos. O protagonista do Brasil é o grupo", bradou Fernandinho.

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