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Estádio

Arena terá gestor para espetáculos

Atlético procura empresa para gerenciar agenda de entretenimento do futuro estádio, mas garante que acerto com parceiro não prevê participação no faturamento

Hora do desmanche: Para adequar a Arena ao padrão Fifa, os operários da obra intensificam a fase de remodelagem do estádio. Na foto, trator derruba parede no setor visitante. O clube contratou para esta etapa duas empresas: uma para a demolição de áreas sem utilidade no projeto e outra para construção civil | Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
Hora do desmanche: Para adequar a Arena ao padrão Fifa, os operários da obra intensificam a fase de remodelagem do estádio. Na foto, trator derruba parede no setor visitante. O clube contratou para esta etapa duas empresas: uma para a demolição de áreas sem utilidade no projeto e outra para construção civil (Foto: Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo)

Apesar de tocar as reformas da Arena por conta própria, o Atlético decidiu terceirizar a gestão do calendário de eventos e espetáculos do estádio pós-Copa de 2014. O clube ava­­lia propostas do mercado para definir quem irá operar da praça.

O escolhido, porém, não terá o direito de exploração do novo espaço, garante a dire­­toria do clube. "O Atlético não abre mão do controle das receitas, mas não entendemos de entretenimento, entendemos de futebol. Por isso, vamos contratar alguém para cuidar dessa parte", assegura o diretor de comunicação e marketing do clube, Mauro Holzmann.

Segundo o dirigente, os ser­­viços prestados pela contratada para promover eventos no novo Joaquim Américo serão pagos pelo Furacão com as receitas geradas por esses projetos.

A pesquisa de mercado e análise de propostas iniciaram no começo deste ano e não há data para divulgar o novo parceiro. Empresas como a AEG e Geo Eventos estão entre as cogitadas, confirma Holzmann. A segunda faz parte do grupo Globo Participações e trouxe o festival musical Lollapalooza para o Brasil.

A AEG é subsidiária da Anschutz Company, que controla mais de 100 estruturas esportivas, em 14 países, entre elas, a Arena O2, um dos locais de prova da Olimpíada de Londres. Na área musical, promove cerca de 3,5 mil apresentações por ano, gerencia o Grammy Awards e as turnês de artistas como Paul McCartney e Black Eyed Peas.

No Brasil, a AEG será responsável pela diversificação da Arena Pernambuco, do Sport, e o novo estádio do Palmei­­ras, em contratos com as construtoras das respectivas praças esportivas, Odebrech e WTorre. As empreiteiras terão direito de explorar o potencial de negócios por 30 anos. Para lucrar, contrataram a AEG, expert em entretenimento.

"É como se eu fosse dono de um shopping center e contratasse alguém que entende do ramo para tocar o negócio", compara o diretor de negócios da WTorre, Rogério Dezembro.

Responsável pelas reformas na Arena, o Atlético quer ser o contratante da empresa de eventos, sem ter intermediários. Manter essa independência é um dos carros-chefes do discurso do presidente do clube, Mario Celso Petraglia.

"Uma coisa é entregar a exploração, outra é ter um empregado especializado para esse trabalho, que é o que pretendemos", destaca Holzmann.

Colaborou: Antonio Senkovski

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