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Copa 2014

Atlético nega ter usado dinheiro da Arena na contratação de jogador

Em nota, diretoria atleticana diz que pagamento dos direitos de Léo serviu para a CAP S/A abater dívida com o clube

O Atlético nega ter pago metade dos direitos econômicos do lateral-direito Léo com recursos das obras da Arena da Baixada. Em nota publicada na tarde desta terça-feira (11), a diretoria rubro-negra afirma que, por causa de atrasos no repasse do financiamento, o clube teve de emprestar dinheiro à CAP S/A - empresa montada pelo Atlético para gerir a reforma da praça esportiva - para que a conclusão do estádio da Copa não atrasasse ainda mais.

Reportagem do jornal Folha de São Paulo desta terça revela que R$ 1,5 milhão da CAP S/A foi utilizado pelo Atlético para pagar ao Vitória metade dos direitos do jogador em dezembro do ano passado. Por divergências das diretorias do clube paranaense e baiano, Léo acabou sendo contratado pelo Flamengo. O Atlético tenta na Justiça reaver o dinheiro pago pelos direitos econômicos de Léo.

Não há comprovação de que este dinheiro tenha origem pública, já que o próprio Atlético injetou dinheiro na CAP S/A. A divisão do total da reforma do estádio ficou em R$ 131,1 milhões de financiamento do BNDES, R$ 95,3 milhões do governo estadual e R$ 38 milhões do próprio clube. Entretanto, segundo a nota emitida, o Atlético teve de emprestar mais dinheiro à CAP S/A para não atrapalhar as obras.

"Tais movimentações estão devidamente auditadas pela Pricewaterhouse. No momento do indicado pagamento pelo jogador Léo ao Esporte Clube Vitória, a CAP S/A devia ao Clube Atlético Paranaense 28 milhões de reais. Mútuos contabilizados e auditados que ajudaram a salvar a obra em um momento de atraso no repasse dos financiamentos", diz o texto publicado no site oficial do Atlético.

Ainda de acordo com a nota, a CAP S/A pagou parte do empréstimo ao Atlético quando recebeu uma das parcelas de financiamento do estádio no final do ano passado. Ainda teria pago a transferência de Léo como parte do abatimento do valor que devia ao clube.

"A operação é juridicamente irretocável (pagamento de dívida por terceiro, com posterior reembolso com a quitação parcial de mútuo – art. 305 do Código Civil) e está, para insistir, contabilizada e auditada", reforça o texto.

Apesar da explicação, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) vai cobrar esclarecimentos da contratação de Léo. O MP-PR pretende ouvir, além do Atlético, a CAP S/A, a Fomento Paraná e o Vitória.

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