
Escolhida depois de muita polêmica para abrigar os jogos da Copa do Mundo em Curitiba inicialmente o estádio indicado pelo estado seria o Pinheirão , a Arena da Baixada passou a ser a principal dúvida para a competição. Até o início de 2009, o Atlético estimava em R$ 69 milhões a finalização de seu estádio dentro dos padrões internacionalmente exigidos. Em abril daquele ano, novas demandas da Fifa tornaram o projeto de finalização do estádio atleticano muito mais caro do que o previamente orçado R$ 135 milhões.
O Furacão, então, alegou não ter dinheiro para bancar sozinho esse custo e os governos estadual e municipal se viram obrigados a estender-lhe a mão. "A Copa é de Curitiba e do Paraná, não do Atlético", cansou de repetir o presidente Marcos Malucelli. A falta de garantia financeira chegou a valer uma ameaça velada do COL (Comitê Organizador Local) de tirar o estádio do Mundial, na metade de 2010.
O fracasso do trio em arranjar uma parceria privada levou o próprio poder público a investir mesmo que não diretamente na obra do lar rubro-negro. A prefeitura se dispôs a ceder papéis do potencial construtivo para que o clube arrecade R$ 90 milhões. Já o estado deve pedir empréstimo ao BNDES, em torno de R$ 123 milhões, para repassar ao Furacão.
Pela Matriz de Responsabilidade, as obras deveriam ter iniciado em março de 2010, mas os prazos foram postergados várias vezes. A Fifa havia estipulado 1.° março de 2011 como último dia para o início das obras em todos os estádios do Mundial. O Atlético, entretanto, sempre defendeu estar menos pressionado pelo fato de já ter boa parte da sua arena construída. "Já está 60% pronto", bradou o governador Beto Richa (PSDB-PR) no evento que marcou o começo das obras, dia 4 de outubro de 2011.
Por causa de novos pedidos da Fifa (mais R$ 45 milhões) e uma atualização dos custos de materiais e serviços (outros R$ 40 milhões), o orçamento da Baixada cresceu. Para virar sede da Copa, o estádio precisará de R$ 220 milhões - estima-se que esse número cai para R$ 180 milhões com isenção de impostos e retirada de itens não obrigatórios do projeto.
Em assembleia promovida no dia 25 de julho de 2011, os conselheiros do clube aceitaram a proposta do então ex-presidente Mario Celso Petraglia para a conclusão do estádio, rejeitando os projetos das construtoras OAS e Triunfo. A intenção é concluir o lar rubro-negro em dezembro de 2012 para inaugurá-lo em março de 2013. A engenharia financeira para levantar os recursos ainda é um mistério, mas o clube deve precisar de dois empréstimos o do BNDES, via governo estadual, e mais um ainda de fonte desconhecida.
O primeiro passo foi o estabelecimento de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para tomar os empréstimos e gerenciar a obra. A CAP S/A foi regularizada no fim de outubro e tem o Atlético como sócio majoritário (98%). Os outros 2% são repartidos pelos componentes da comissão: o ex-presidente Mário Celso Petraglia, José Cid Campêlo Filho, Antônio Carlos de Pauli Bettega e Lauri Antônio Pick.
Cerca de 11 terrenos terão de ser desapropriados, o que a prefeitura espera ter (pelo menos em termos dos processos burocráticos) engatilhado até o fim de 2011. Os proprietários dessas áreas, porém, exigem uma boa compensação para abandonar suas casas.
Por causa de todo o imbróglio envolvendo a Baixada, a cidade ficou de fora da Copa das Confederações. No Mundial, serão quatro partidas na casa atleticana, todos da primeira fase. Apenas um cabeça de chave passará pelo gramado da Arena.



