
Bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, balas de borracha e jatos d'água. Tudo isso misturado a tanques de guerra e militares armados. O cenário, que lembrou um campo de batalha, fez parte de um treinamento, ocorrido ontem, para preparar as forças de segurança para a Copa. As atividades foram feitas no quartel da 5.ª Divisão de Exército, no Pinheirinho.
INFOGRÁFICO: Confira os pontos que serão ocupados pelo Exército
VÍDEO: Assista ao treinamento da Polícia Militar em Curitiba
A força de contingência só será usada em situações extremas, no caso do esgotamento da capacidade operativa dos órgãos de segurança. A atividade fez parte do primeiro dia de ação da Operação Pinheiral, que segue até o dia 17, e reúne mais de 3 mil militares na capital do estado. Além de 2,2 mil militares do Exército, participam outros 800 da Força Aérea e da Marinha. O treinamento conta também com a participação dos órgãos de segurança pública das esferas municipal e estadual, como Polícia Militar, Defesa Civil e Guarda Municipal.
Hoje, a população deve perceber a presença dos militares pelas ruas. A partir das 14 horas estão programados treinamentos de ocupação de 16 pontos considerados estratégicos para a realização dos jogos na cidade. Antes, por volta das 8h30, um grupo especializado participará de uma simulação com emprego de cães e equipamentos de detecção anti-bomba, antiquímico, biológico e radiológico na Arena da Baixada. Amanhã, a partir das 13 horas, haverá um treinamento antiterrorista, com a simulação de um ônibus sequestrado.
Ontem ainda, durante a noite, foi realizada uma simulação no Aeroporto Afonso Pena de retomada de uma aeronave sequestrada. A ação envolveu Exército, Aeronáutica e demais órgãos de segurança pública.
PM também faz testes para a Copa
Diego Ribeiro
Mais de cem policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizaram ontem quatro exercícios de simulações de casos de emergências em Curitiba. O trabalho faz parte da série de treinamentos dos policiais para a Copa do Mundo, que começará em um mês. Em um dos exercícios, que ocorreram na região da Pedreira Paulo Leminski, a PM simulou ações de manifestantes violentos, como ocorreu em algumas cidades do país em junho de 2013.
Os testes demonstraram como a polícia agirá nos casos de resgate de alguém ferido durante um tiroteio, atentado à bomba, roubo seguido de sequestro e o controle de tumulto de manifestantes violentos. "Em qualquer caso desses a PM tem 400 policiais especializados em operações especiais que podem ser convocados de imediatos", diz o subcomandante-geral, coronel Péricles de Matos, que acompanhou os exercícios.
Greve
O delegado da Polícia Federal Flúvio Cardinelle Garcia, presidente da Comissão Estadual de Segurança Pública e Defesa Civil para Grandes Eventos (Coesge), comentou, depois dos testes, que o Paraná tem um plano B em caso de greve de servidores da segurança pública. Segundo ele, há contingente reserva que dará conta em qualquer emergência.
O coronel Péricles disse que a tropa está do lado da população e que está satisfeita com o governo do estado. Por isso, segundo ele, não há risco de greve na PM. Apesar disso, ele explicou que a polícia está preparada para trabalhar em caso de greves e manifestações de outros servidores públicos.
Segundo a assessoria da PM, o espaço foi emprestado pela organização da pedreira e ópera de arame e todo material usado é recurso previsto, dentro do orçamento justificado da PM. Ontem à tarde, veio à tona a informação que a Secretaria da Segurança Pública do Paraná não paga há um ano o aluguel do imóvel do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária. Por isso, há risco de despejo. Os policiais da Corregedoria da PM também podem ser despejados pelo mesmo problema.




