
A Arena da Baixada não estará pronta até 31 de dezembro, mas já está definido de onde sairá o dinheiro que ainda falta para concluir o orçamento. Estas duas situações serão expostas pela organização da Copa do Mundo em Curitiba, em uma reunião com a Fifa e o governo federal, hoje, a partir das 10 horas, na Costa do Sauípe, litoral da Bahia. São as respostas às duas questões que mais preocupam a Fifa sobre os preparativos para o torneio no Paraná: cronograma e financiamento.
O encontro faz parte da programação da semana do sorteio do Mundial, marcado para sexta-feira. Será realizado também com as outras cinco cidades com estádios ainda em obras (Porto Alegre, São Paulo, Manaus, Cuiabá e Natal), entre hoje e amanhã. De um lado da mesa estarão Jérôme Valcke (secretário-geral da Fifa), Aldo Rebello (ministro dos Esportes), Luís Fernandes (diretor executivo do ministério dos Esportes), Eric Lovey (consultor da Fifa para a Copa) e Ron Del Mont (diretor-geral da Fifa no Brasil). Do outro, Mario Celso Petraglia (presidente do Atlético), Reginaldo Cordeiro (secretário municipal de Copa), Mário Celso Cunha (secretário estadual de Copa), Cláudio Shigueoka (núcleo de Planejamento e Gestão da Fomento Paraná) e Gregório de Carvalho (engenheiro da obra).
A Fifa quer saber como será o rateio final do custo do estádio. Na semana passada, a quinta atualização da Matriz de Responsabilidades do governo federal apresentou um orçamento de R$ 326,7 milhões. A diferença para os R$ 265,2 milhões anunciados anteriormente pelo Atlético e o poder público se deve a impostos e ao valor de desapropriações que o clube deve ressarcir. Ainda assim, não há clareza de como será feito o pagamento dos R$ 265,2 milhões. Dúvida que será desfeita hoje.
O Atlético e a Fomento Paraná estão finalizando o terceiro empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Será um crédito de R$ 60,45 milhões, que terá como garantias uma reavaliação do CT do Caju e recebíveis do clube (direitos de transmissão e naming rights da Arena). Com R$ 123 milhões em potencial construtivo e R$ 61,6 milhões de responsabilidade do Rubro-Negro, restam R$ 20,15 milhões.
Esta diferença deve ser coberta com a valorização dos créditos de potencial construtivo. Será apresentada à Fifa e ao Comitê Organizador Local (COL) uma projeção de que os R$ 123 milhões empenhados, com a atualização acumulada do Custo Unitário Básico da construção civil, se transformarão em pelo menos R$ 146 milhões. Cobre e ainda sobra um pouco.
A explicação da engenharia financeira será feita por Shigueoka. Ele ainda dirá que, caso o BNDES não libere o terceiro empréstimo, a Fomento repassará recursos próprios, no mesmo modelo de financiamento.
A Fifa questionará a comitiva curitibana sobre a capacidade de entregar o estádio até 31 de dezembro. Não a obra completa, exigência já relaxada para as seis sedes. Mas apenas cobertura, iluminação, gramado e 10 mil assentos, o necessário para o evento-teste de 26 de janeiro, um amistoso entre os operários da obra. Ouvirá que nem esse pacote estará pronto em 2013, mas sim a tempo do amistoso festivo.
A promessa será de que os quatro itens estarão concluídos até o início da semana do jogo. Gramado (plantio a partir da segunda semana de dezembro) e os assentos não preocupam. Os grandes nós são a conclusão da cobertura estrutura e o teto de policarbonato e a instalação da iluminação.



