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Após manifestação

Defensores públicos dizem que foram impedidos de acompanhar detidos

Segundo defensores ouvidos pela Gazeta do Povo, dentro das delegacias os policiais não teriam permitido o acesso deles a parte dos procedimentos

Defensores públicos do Paraná que estão com pessoas encaminhadas pela Polícia Militar por suposto envolvimento em depredações na manifestação contra a Copa do Mundo em Curitiba nesta segunda-feira (16) reclamam que foram impedidos de acompanhar parte dos procedimentos de identificação dessas pessoas dentro das delegacias. Ao todo, 14 manifestantes foram encaminhados, sendo 11 para o 1° Distrito Policial (DP) e outras três para a Delegacia do Adolescente.

Os defensores reclamam que, dentro das delegacias, os policiais civis não permitiram que eles acompanhassem os manifestantes no que se refere à qualificação dos detidos e apreendidos. A qualificação é o momento em que um suspeito chega ao distrito policial e é identificado, além de ter sua impressão digital colhida.

Segundo o defensor público Antônio Barbosa, que esteve no 1° DP no atendimento aos manifestantes junto com mais oito defensores, eles não conseguiram ter acesso imediato aos manifestantes e foram barrados dentro da delegacia. "Cheguei às 17h45 e somente às 19h30 foi liberado o acesso aos depoimentos. Não pudemos acompanhar a qualificação deles", reclama. De acordo com Barbosa, alguns advogados de manifestantes também foram impedidos de acompanhar esse procedimento.

Na Delegacia do Adolescente o problema é o mesmo, de acordo com a defensora pública Andreza Lima de Menezes. "Enquanto a Polícia Militar faz a redação do boletim de ocorrências a gente não consegue ter o acesso. Somos impedidos de ir ao interior da delegacia". Segundo Andreza, um policial foi colocado em frente a sala em que a qualificação dos encaminhados era realizada para impedir o acesso dos defensores.

Por meio da assessoria de imprensa, o Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR) informou que a Polícia Militar, quando entrega as pessoas encaminhadas nas delegacias, não tem mais poder sobre elas. Já a Polícia Civil disse que todos os protocolos foram seguidos dentro dos distritos e que alguns procedimentos podem ser acompanhados por advogados e defensores públicos, enquanto em outros o acompanhamento é restrito.

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