
A cinco dias do primeiro jogo da Copa do Mundo em Curitiba, o cenário no entorno da Arena da Baixada, palco de quatro jogos na cidade, ainda é de obras. Essa situação contrasta com o anúncio realizado pelo prefeito Gustavo Fruet, que visitou ontem a região para entregar um pacote de intervenções urbanísticas orçado em R$ 11,8 milhões.
A solenidade de entrega das obras ocorreu na frente da casa onde morava o ídolo atleticano Alfredo Gottardi, o Caju goleiro do clube que serviu a seleção brasileira na década de 1940. O imóvel fica na Avenida Getúlio Vargas, na qual os serviços de terraplanagem, drenagem, calçamento, pavimentação, iluminação e paisagismo realmente estavam acabados.
A poucos metros dali, porém, o cenário era outro. Na Rua Buenos Aires, por exemplo, havia muita terra e ladrilhos de calçadas soltos. Funcionários que ainda passavam massa em rampas de acesso para deficientes às calçadas até brincaram com a situação. "Isso aqui é a cereja do bolo, para ser colocada só aos 48 [minutos] do segundo tempo", disse um deles.
As estruturas temporárias também estão em descompasso com o prazo para o jogo entre Irã e Nigéria, cujo pontapé será dado às 16 horas da próxima segunda. As tendas com detectores de metal instaladas na entrada do estádio disputam espaço com entulho de obra e nem todos os equipamentos estão no local. Na Praça Afonso Botelho, isolada por um gradil e um banner da Fifa, também ainda há trabalhos elétricos sendo realizados.
Para o prefeito Gustavo Fruet, entretanto, não há atraso. "Começamos em janeiro e estamos entregando agora em junho, antes da hora", afirmou o prefeito, que ainda elogiou a nova Avenida Getúlio Vargas. "É uma obra não só para a Copa, mas para o futuro de Curitiba". Nas vias em que o trabalho está concluído, como a Getúlio Vargas, realmente já é possível ver mais espaço para ciclistas e pedestres, além de nova iluminação e bancos.
Além dos R$ 11,8 milhões em obras de infraestrutura nas vias do entorno, a prefeitura investiu mais R$ 5,6 milhões em sinalização horizontal e vertical na região e na revitalização da Praça Afonso Botelho. Outros R$ 27,9 milhões saíram dos cofres municipais para a instalação de estruturas temporárias, implantação de geradores e a ponte de cabos que liga o broadcast (centro de imprensa televisiva) ao estádio e em infraestrutura nos terrenos do broadcast e da Inspeção Veicular.




