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Estádio

"Estado não pretende colocar mais um centavo na Arena", diz governador

Questionado pela reportagem da Gazeta do Povo, Beto Richa garantiu que aumento no orçamento do estádio do Atlético não será bancado pelo poder público

Governador Beto Richa barrou a possibilidade de aumento do investimento do governo estadual na Arena para a Copa de 2014 | Ivonaldo Alexandre / Gazeta do Povo
Governador Beto Richa barrou a possibilidade de aumento do investimento do governo estadual na Arena para a Copa de 2014 (Foto: Ivonaldo Alexandre / Gazeta do Povo)

Depois da prefeitura de Curitiba, o governador do Paraná, Beto Richa, também garantiu que o aporte de dinheiro público na reforma da Arena da Baixada para a Copa do Mundo não irá aumentar. "O estado não pretende colocar mais um centavo na Arena", afirmou na quarta-feira ao ser questionado pela reportagem da Gazeta do Povo sobre o assunto. "Não temos vontade de elevar o aporte", já havia dito o secretário municipal da Copa, Reginaldo Cordeiro. Ambos admitem empenhar apenas a correção dos valores pela inflação da construção civil.

Segundo o Atlético, responsável pela obra, o orçamento subiu de 184,6 milhões para R$ 209 milhões e depois para R$ 265 milhões. Mas o valor com o qual trabalham prefeitura e governo – cada um responsável por bancar 1/3 da obra, através de títulos do potencial construtivo emitidos pelo município – ainda é o primeiro. Richa não se mostrou preocupado com o andamento das obras na Arena. A última atualização divulgada pelo Atlético, há mais de um mês, apontava 71,43% da obra concluída e o prazo da Fifa para entrega é dezembro. "As informações que recebo do secretário estadual da Copa do Mundo [Mario Celso Cunha] é que o cronograma está sendo atendido e o estádio será inaugurado em tempo hábil para a realização desse grande evento para a Copa do Mundo", disse o governador.

Richa lembrou também que os projetos financeiros dos estádios da capital paranaense, de Porto Alegre e de São Paulo são mais complexos do que nas outras nove sedes. "A diferença de Curitiba e do Paraná, e mais dois estados, é que o estádio aqui é particular, não é público, e a forma encontrada na ocasião [para o aporte de recursos públicos] foi a troca de potenciais construtivos na prefeitura e o governo através do BNDES [intermediando] o clube contraindo o financiamento", declarou.

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