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Paralisação

Operários que trabalham na construção da Arena Pernambuco, que será sede da Copa de 2014, paralisaram as atividades na manhã de ontem. A obra, orçada em R$ 400 milhões, receberá recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada (Sintepav-PE), cerca de 700 trabalhadores participaram da paralisação. Entre as reivindicações estavam mudanças no sistema de transportes e direito a folgas nos fins de semana. Os trabalhadores se reuniram com representantes da Odebrecht, responsável pela construção, e houve acordo em diversos pontos, segundo o Sintepav. Depois disso, os operários voltaram ao trabalho.

Organização

Fifa adia para outubro o anúncio oficial das sedes

Diante do atraso nas obras, a Fifa anunciou ontem o adiamento para outubro do local da abertura e das datas e sedes da disputa da Copa do Mundo de 2014. Com isso, São Paulo ganha mais tempo para poder resolver os problemas que ainda cercam a construção do estádio do Corinthians, a ser erguido em Itaquera, na zona leste da capital paulista, e, assim, poder ser apontada como palco do jogo inaugural da competição.

Enquanto o adiamento é um alívio para São Paulo, ele vai escancarar ao mundo a falta de preparação brasileira. A ideia original da Fifa era a de fazer os anúncios das datas e sedes da Copa de 2014 no dia 28 de julho, no Rio, durante o evento em que será realizado o sorteio das Eliminatórias. Para a entidade, essa era para ser a "abertura das cortinas" do Brasil ao mundo.

Mas, no lugar de descobrir os estádios da Copa e o calendário de jogos, os mais de 800 jornalistas de todo o mundo que forem ao Rio no final de julho irão se deparar com indefinições, brigas políticas e uma crise explícita entre a Fifa e o governo brasileiro – a última polêmica envolve a decisão da Câmara dos Deputados de tirar os superpoderes da entidade nas obras para o Mundial.

O evento de julho, que agora não anunciará nenhuma decisão importante, será acompanhado por "milhões de pessoas em todo o mundo". "Uma audiência recorde está sendo esperada", indicou a Fifa, que aponta que o mundo conhecerá o "ritmo" e o "gosto" brasileiro. "Esse será o primeiro evento de magnitude global da Copa em território brasileiro", diz o comunicado divulgado pela entidade.

A única proposta de conclusão da Baixada recebida pelo Atlético terá de passar por ajustes, inviabilizando o início das obras em agosto, como esperava o clube. Ontem, no último dia do prazo dado pelo Furacão às construtoras, apenas a OAS, de cinco empresas que haviam se mostrado interessadas, entregou seu projeto. Mais do que is­­so. Em encontro com dirigentes do Rubro-Negro, discutiu suas sugestões para o Joa­­quim Amé­­rico e prometeu lapidar o docu­­mento até o próximo dia 15.

Só a partir dessa data será dado início ao processo de assinatura do contrato, que dependerá da anuência dos conselheiros atleticanos. Esse aval será buscado em uma reunião extraordinária marcada para o dia 25. "Se tudo der certo, no dia seguinte será elaborado um cronograma pela construtora", explicou o secretário estadual para Assuntos da Copa e conselheiro do clube, Mário Celso Cunha.

Na prática, isso significa dizer que não há como prever quando os operários tomarão o lugar dos jogadores no gramado da Arena. "Não deve ser em agosto", atestou o secretário, lembrando que há vários trâmites burocráticos a serem resolvidos antes de os martelos começarem a trabalhar no terreno do clube. Além dos alvarás, dos licenciamentos e das desapropriações necessárias, será preciso também arranjar o financiamento, o que deve ser feito pela construtora via Banco Nacional de Desenvolvimento Econô­mico e Social (BNDES).

"A OAS vai montar uma SPE [Sociedade de Propósito Espe­­cífico] para tomar o empréstimo do montante que falta", afirmou Cunha, se referindo à diferença entre os valores atuais da obra e os R$ 135 milhões já garantidos por clube, prefeitura e estado. Ainda de acordo com ele, o valor total da Baixada não está fechado, mas deve ficar em torno de R$ 175 mi­­lhões e não nos R$ 220 milhões anunciados pelo Atlé­­tico. "Vamos tirar alguns itens que não são exigências da Fi­­­fa e contamos com isenção de im­­postos", concluiu o secretário.

Pela previsão da construtora, seriam necessários 18 meses para a finalização do projeto. Caso comece a ser erguida em setembro, a Arena estaria finalizada somente em fevereiro de 2013 – período em que estaria fechada para jogos do Furacão. Como o prazo para os estádios que serão utilizados na Copa das Confe­­derações estarem prontos é dezembro de 2012, Curi­tiba e o Rubro-Negro dependeriam de um prolongamento da data-limite por parte da Fifa para poderem pleitear espaço no evento-teste de 2013.

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