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Economia

Pequenas empresas esperam usar Mundial como impulso

Estudo da Fundação Getúlio Vargas garante que há demanda de negócios em vários setores. Empresários prometem investir para maximizar os lucros com o evento

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Elas podem não abocanhar as grandes obras, como construção e reforma de estádios e aeroportos, mas, mesmo nos bastidores, são capazes de garantir uma fatia considerável dos investimentos que somarão R$ 22,46 bilhões somente no bolo de infraestrutura e organização para a Copa do Mundo de 2014. Representando 99% dos estabelecimentos formais do país e responsáveis por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, as micro e pequenas empresas buscam espaço para investir e, principalmente, lucrar com o evento esportivo.

Demanda há, garante o Sebrae. Segundo um estudo recente produzido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pedido da instituição, setores de construção civil, turismo, tecnologia da informação e produção associada ao turismo devem garantir para as empresas 448 oportunidades de negócios vinculadas à Copa. São atividades diversas que incluem desde o fornecimento de insumos para grandes construtoras e manutenção de equipamentos de informação até o agenciamento de viagens e venda de produtos artesanais e gastronômicos típicos de cada região.

LevantamentoO estudo é parte do Programa Sebrae na Copa 2014 e foca as 12 cidades-sede, como forma de aproveitar as oportunidades do evento para fomentar o desenvolvimento das micro e pequenas empresas do país. No Paraná, a instituição prepara atualmente um levantamento preciso da demanda de obras públicas e privadas em Curitiba e região metropolitana. A intenção é mapear as necessidades da construção civil, primeiro setor impactado diretamente pela Copa, e direcioná-las para as micro e pequenas empresas do estado. O estudo deve ser apresentado na primeira quinzena de junho.

"As grandes empresas provavelmente vão realizar as obras principais, mas elas precisam de alguns serviços que somente as micro e pequenas têm condições de realizar. O próprio setor privado também sinaliza com oportunidades, já que muitos hotéis, bares e restaurantes devem fazer adequações nas suas estruturas", afirma o gerente da Unidade de Programas Estaduais do Sebrae-PR, José Gava Neto.

As oportunidades relacionadas pelo Sebrae incluem as compras governamentais (com as garantias previstas na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa) e as atividades desenvolvidas diretamente com o mercado privado, onde as chances de negócios são maiores. Hoje, existem 450 mil micro e pequenas empresas formais no Paraná, e 500 mil informais. A expectativa do Sebrae é direcionar, até 2013, R$ 79,3 milhões para programas de consultoria, inovação e acesso a mercados junto aos empresários de todo o país.

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