
Hoje, os quase 12 mil moradores da zona de exclusão criada pela Fifa para garantir a segurança nos jogos em Curitiba voltam a passar algumas horas isolados em uma bolha. O motivo é o confronto entre Honduras e Equador, às 19 horas, na Arena da Baixada.
INFOGRÁFICO: Veja como se programar para o jogo
Na segunda feira, quando Irã e Nigéria empataram sem gols, adaptar os horários e abrir mão de compromissos e do uso do automóvel por um dia não foi problema para a vizinhança do estádio. Cerca de 4,6 mil domicílios que abarca áreas dos bairros Água Verde e Rebouças estiveram isolados por oito horas. Só circulou quem tinha ingresso para assistir ao jogo ou moradores e trabalhadores da região previamente cadastrados 48 mil pessoas.
"Pude levar minha filha a pé até as proximidades do estádio para ver a festa, o que não dá para fazer no dia a dia. Foi tudo muito tranquilo", disse a psicóloga Luana Soares Bartelli, 28 anos.
Enquanto os moradores não se importaram com a proibição de estacionar na rua ou transitar com os automóveis durante quatro horas antes e duas depois do jogo, os comerciantes sofreram com a queda de movimento.
"Eu estava contando com um movimento maior, reforcei o estoque, especialmente de bebidas, mas o movimento foi 50% menor. A maior parte dos torcedores entrou na zona de exclusão com auxílio do transporte oferecido e desceu na entrada do estádio, sem passar por aqui", conta o dono de uma mercearia a uma quadra do estádio, Mauro Comarella.
Os poucos comerciantes que não reclamaram foram os donos dos bares e lanchonetes nas ruas adjacentes ao estádio, como o caso da Rua Brasílio Itiberê. "Tivemos, numa segunda-feira, um movimento igual ao de um sábado. Só não vendemos mais porque boa parte dos iranianos que vieram para cá depois da partida não bebe [bebidas alcoólicas]", fala o funcionário de um dos bares, Luciano Stencel.
Trânsito
Apesar de o jogo de hoje estar marcado para as 19 horas, fazendo com que o horário de bloqueio avance no retorno do trabalho, não haverá reforço na orientação do trânsito. "Não é necessário. O que foi feito para o primeiro jogo é o suficiente. O curitibano vai se programar para evitar a região", destaca o secretário municipal da Copa, Reginaldo Cordeiro.






