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Grupo F

Velho dilema

Com ótimos meias e atacantes, Argentina não consegue ter um sistema defensivo que passe segurança. Ajuste é fundamental para as ambições da equipe no Mundial

Alejandro Sabella, técnico da Argentina: três atacantes ou três zagueiros? | Dennis M. Sabangan/ EFE
Alejandro Sabella, técnico da Argentina: três atacantes ou três zagueiros? (Foto: Dennis M. Sabangan/ EFE)

Apostar tudo na força do ataque ou reforçar a defesa não muito confiável? É a dúvida que paira na cabeça dos torcedores e, principalmente, do técnico da Argentina, Alejandro Sabella. O dilema não é novo. Acostumada a formar vários atletas de talento no setor ofensivo, a Albiceleste costuma ter dor de cabeça com os próprios defensores.

Os argentinos encaram o Irã no sábado, em Belo Horizonte, e encerram a primeira fase na semana que vem, diante da Nigéria, em Porto Alegre. Os dois adversários, que se enfrentaram na Arena da Baixada e fizeram o pior jogo do Mundial (empate por 0 a 0), não devem trazer problemas. A preocupação está nos jogos eliminatórios, a partir das oitavas de final. Ajeitar a zaga diante de oponentes de melhor nível é considerado um passo essencial para os hermanos terem reais chances de título na Copa.

A escalação do time titular da Argentina começa com um nome que traz desconfiança. O goleiro Sergio Romero luta contra a inatividade. Ele esquentou o banco de reservas em seu clube, o Monaco (FRA), em toda a última temporada. Nas Eliminatórias Sul-Americanas, começou jogando em 14 partidas e foi vazado 13 vezes. A Argentina, aliás, apesar de liderar a disputa continental, sofreu gols em 12 dos 16 confrontos.

"Ele é o melhor da Argentina. Está há muito tempo no futebol europeu [sete anos]. Não jogou muito no último ano, mas estamos seguros com ele no gol", disse o goleiro reserva Mariano Andujar, dando apoio ao companheiro de posição.

Na estreia na Copa do Mundo – vitória por 2 a 1 contra a Bósnia –, Romero foi o camisa 1 e a Argentina entrou em campo com três zagueiros: Campagnaro, Federico Fernandez e Garay. No segundo tempo, o técnico sacou Campagnaro para colocar o atacante Higuaín em campo. A equipe ganhou mais força ofensiva, Messi marcou um golaço no Maracanã, mas a defesa foi vencida e o time passou sufoco nos minutos finais.

"Temos variações, podemos jogar de diferentes jeitos. Treinamos, nos conhecemos, e partida a partida podemos mudar dependendo do rival que enfrentamos. O mais importante é termos conhecimento do sistema que vamos jogar", declarou Messi nesta semana na Cidade do Galo, em BH, onde a Argentina está concentrada.

4-3-3, 5-3-2... Esquemas e números que não saem da cabeça de Sabella. Ele terá de decidir por um rumo. "Precisamos evoluir durante a competição, há espaço para isso e parte dessa melhoria está nas minhas mãos", admitiu o técnico, ciente da pressão e da responsabilidade de levar a equipe ao título mundial, encerrando um jejum de 28 anos.

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