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Abraço simbólico

Como prova de apoio, zagueiros pedem que torcida cante o hino ‘agarradinha’ no início do jogo e após o intervalo do duelo com o México, que pode valer vaga nas oitavas de final

Capitão da seleção, Thiago Silva quer o apoio incondicional da torcida hoje no Castelão | Albari Rosa
Capitão da seleção, Thiago Silva quer o apoio incondicional da torcida hoje no Castelão (Foto: Albari Rosa)
Com Hulk machucado, Ramires (esq.) deve ganhar uma chance na partida desta tarde em Fortaleza |

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Com Hulk machucado, Ramires (esq.) deve ganhar uma chance na partida desta tarde em Fortaleza

A seleção brasileira quer um novo marco na relação com o público na cidade que inventou o hino cantado à capela. Liderados pelos zagueiros David Luiz e Thiago Silva, os jogadores pediram à torcida que cante o hino abraçada, exatamente como eles fazem dentro de campo, antes do jogo e na volta do intervalo da partida contra o México, hoje, às 16 horas, na Arena Castelão. Uma vitória dá chance ao time de Felipão de se classificar antecipadamente às oitavas de final.

Confira as escalações de Brasil e México

"Gostaria de pedir ao pessoal do Nordeste que estará no jogo para cantar o hino agarradinho, como nós estamos no campo. Isso dá uma motivação muito maior. Se vier essa demonstração da parte do torcedor, saberemos que estão com a gente", pediu Thiago Silva, ontem, na entrevista coletiva. Horas antes, ele e seu companheiro de zaga David Luiz haviam feito o mesmo apelo, em um vídeo publicado no Instagram. "Vamos fazer história aqui em Fortaleza", disse David, abraçado ao capitão.

O hino à capela foi um marco da Copa das Confederações. Moda lançada exatamente em Fortaleza, contra o México, na segunda rodada. A capital cearense levou os protestos de junho de 2013 até a porta do hotel da seleção, o que fez os jogadores se posicionarem pela primeira vez. O hino cantado pelo público em coro, após a execução oficial pelo sistema de som, passou a ser regra nos jogos da seleção dentro do país. Como também passou a ser regra o time entrar em campo com mãos no ombro do colega à frente e ficar abraçado durante o hino.

A conjunção entre time e torcida tem sido uma obsessão de Luiz Felipe Scolari desde o ano passado. O incentivo da torcida em São Paulo mesmo após o time sair perdendo contra a Croácia mereceu elogios do técnico e de Thiago Silva. "Tomamos o primeiro gol, em um uma Copa do Mundo, e tivemos uma reação em grupo, em conjunto com a torcida", disse Felipão. "Em nenhum momento a torcida nos vaiou. Quando tomamos o gol, ela nos incentivou. Aquele empurrão foi muito importante para essa equipe, que é muito jovem, manter a cabeça no lugar", reforçou o capitão.

A torcida brasileira terá na arquibancada um adversário tão duro quanto a seleção em campo. 8.115 ingressos – ou 12,7% do total – foram vendidos para mexicanos para o jogo de hoje. Contingente suficiente para ocupar um quarto do estádio. Invasão similar à da estreia da Tri contra Camarões, sexta-feira, em Natal.

A vaga antecipada viria com um triunfo sobre o México combinado a empate ou derrota camaronesa amanhã, contra a Croácia. Seria a brecha para poupar o pendurado Neymar do último jogo da primeira fase e a certeza de que o Hino Nacional continuará tocando na Copa. À capela e agarradinho.

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