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Lembrança olímpica

Brasil e México mudaram radicalmente os times desde a final dos Jogos Olímpicos de Londres, vencida pelo El Tri. Felipão tenta apagar qualquer resquício da derrota de 2012

Neymar era um dos quatro brasileiros do time atual que perdem para o México em Londres-12 | Albari Rosa, enviado especial/ Gazeta do Povo
Neymar era um dos quatro brasileiros do time atual que perdem para o México em Londres-12 (Foto: Albari Rosa, enviado especial/ Gazeta do Povo)

"Qual sua lembrança da final olímpica de 2012?", perguntou um jornalista mexicano ao técnico Luiz Felipe Scolari na entrevista coletiva de ontem, no Castelão. "Nenhuma. Eu não estava lá", respondeu, com sua franqueza habitual, o comandante da seleção brasileira.

Confira o histórico de Felipão na seleção

Nem ele nem o treinador mexicano Miguel Herrera estavam. O Brasil era dirigido por Mano Menezes, enquanto o El Tri tinha Luis Fernando Tena no banco de reservas do time olímpico. A variação no comando é uma clara demonstração de como as coisas mudaram nas duas seleções desde que os mexicanos acabaram com o sonho do ouro brasileiro. E não é a única.

Dos 28 jogadores que entraram em campo no Estádio Wembley naquele dia 11 de agosto de 2012, apenas seis serão titulares hoje, a partir das 16 horas, em Fortaleza. Com a amarelinha, Thiago Silva, Marcelo, Neymar e Oscar; o carrasco Peralta, autor de dois gols na final, e Hector Herrera vestindo verde.

A restrição de idade, claro, é um dos fatores que evidenciam o novo momento. Na ocasião, as equipes eram limitadas a apenas três jogadores com mais de 23 anos.

Três meses depois, o fracasso em Londres pesou na demissão de Mano. Do outro lado, Tena saiu de cena, já que José Manuel de la Torre era o técnico "titular" mexicano.

Na sequência, Felipão foi apontado para comandar seleção brasileira e tudo mudou. Enfrentou e venceu o México na Copa das Confederações por 2 a 0. E aí quem entrou em crise foram os latinos, que demitiram técnico após técnico.

Tena voltou e foi rapidamente substituído por Víctor Vucetich. Sem resultados e com o México ameaçado de não disputar o Mundial pela primeira vez desde 1990, Herrera assumiu, colocou a equipe na repescagem e eliminou a Nova Zelândia. Tudo isso em um mês. "Então a forma de eles jogarem também mudou. A seleção que enfrentamos na Confederações jogava no 4-4-2. Hoje joga diferente", explica Scolari.

"Os brasileiros estão há mais tempo trabalhando e não mexeram tanto da base", contrapõe Herrera, confiante em uma boa partida hoje. "Os pequenos sempre nos dão mais trabalho. E contra os grandes queremos provar que não somos tão pequenos".

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