
Os 39.081 torcedores que estiveram ontem na Arena da Baixada queriam voltar para casa com histórias para contar, de quando viram um jogo de Copa. Mas, fora a integração nas arquibancadas, pouco merece ficar na lembrança. O ranking da Fifa anunciava Irã x Nigéria como o pior duelo do Mundial e a prática confirmou: primeiro empate e primeira partida sem gols.
Confira a nota dos jogadores e quem foi o craque da partida
A torcida curitibana até tentou ignorar os indícios de falta de técnica e vibrou com os jogadores quando subiram ao campo para o aquecimento. A empolgação permaneceu nos primeiros minutos, de pressão nigeriana, mas foi arrefecendo durante o morno primeiro tempo. Assim que ele terminou, vaias. Na segunda etapa a paciência estava esgotada e os apupos pintavam a cada lance mais feio e foram muitos.
"Normal. Se o estádio fosse só de iranianos não iríamos ouvir vaias. Uns preferiram apoiar a Nigéria, outros não entendem que a equipe teve de trabalhar muito para chegar aqui", resumiu o técnico da seleção asiática, o moçambicano Carlos Queiroz, dando a dimensão do que foi o resultado para o país. Entre torcedores e adversários, foram os únicos a comemorar.
Ele também defendeu o estilo de jogo defensivo, que deve ser levado ao extremo contra a Argentina: "Não viemos para ser perdedores simpáticos. Peço desculpas ao público que vaiou, mas esse papel não nos cabe. Viemos para competir, ter honra e orgulho".
No segundo tempo, quando adiantou a marcação e foi melhor, o Irã chegou a ter chances de ganhar. Desperdiçadas pela falta de qualidade dos atacantes. À Nigéria, de quem se esperava mais por ter talentos como o volante Mikel, do Chelsea, e os atacantes Moses, do Liverpool, e Emenike, do Fenerbahçe, restou lamentar.
"Estamos todos desapontados. O primeiro jogo era muito importante. Simplesmente não conseguimos passar a marcação deles. É muito frustrante", disse Mikel, eleito o melhor da partida pelo público no site da Fifa escolha que mede muito mais a popularidade do que ações em campo.
Depois de começar a partida superior, especialmente quando usava a velocidade de Moses pela esquerda, a seleção nigeriana se perdeu. Quando o atacante do Liverpool saiu machucado no início do segundo tempo, não fez mais nada. "Foram 20 minutos bons. Depois apareceram muitas coisas que temos de arrumar para enfrentar a Bósnia", disse o técnico Stephen Keshi.
De fato, se a teoria já apontava, os primeiros jogos do grupo F, empolgante no Maracanã entre argentinos e bósnios, e sujeito a vaias em Curitiba entre iranianos e nigerianos, mostraram que os primeiros não devem ter dificuldade para avançar.








