
Dribles vistosos e jogadas de habilidade não estão no repertório do atacante Miroslav Klose. O alemão não é considerado craque, mas é muito eficiente naquilo que se propõe a fazer em campo: gols. Ao balançar as redes na goleada por 7 a 1 diante do Brasil, na última terça, ele tornou-se o maior artilheiro da história das Copas. No domingo, na final contra a Argentina, ele quer coroar de vez a trajetória na seleção com o título mundial.
A partida no Maracanã será a última do jogador de 36 anos com a camisa da Alemanha. A primeira aparição e o primeiro gol pelo time nacional ocorreram em março de 2001. Polonês de nascença, um mês antes ele havia sido convidado para defender a equipe da terra natal. Disse não e preferiu o país em que mora desde os oito anos. Melhor para os germânicos.
Depois de 13 anos, Klose hoje ostenta o posto de principal goleador da seleção alemã em todos os tempos, com 71 gols. Os torcedores se acostumaram a vibrar com as cambalhotas no ar, marca registrada em suas comemorações. No Mineirão, quando marcou o 16.º gol dele em Copas e superou o brasileiro Ronaldo, o atacante não repetiu o gesto. "Não estava inteiro para saltar", contou o atleta, que acumula 136 jogos pelo país.
Além disso, os vários abraços recebidos dos companheiros também impediram qualquer movimento. Os jogadores sabem da importância de Klose. Ele é o mais experiente do grupo, o único que já disputou uma final de Mundial, em 2002, quando a Alemanha foi derrotada pelo Brasil.
"Os feitos dele significam muito para todo o elenco. O trabalho dele é bem feito e, com 36 anos, ele ainda é muito perigoso", elogiou o técnico Joachim Löw, que passou a escalar o camisa 11 no time titular a partir das quartas de final, contra a França.
Diante do adversário da decisão, Klose tem um bom retrospecto. Nas Copas de 2006 e 2010, em dois duelos de quartas de final, ele marcou contra a Argentina e os europeus eliminaram o rival sul-americano. Se voltar a fazer gol, será um ótimo sinal para o alemães. Afinal, a seleção nunca perdeu quando Klose estufou as redes: em 47 jogos, 41 vitórias e 6 empates.
"Vou desfrutar dos recordes no futuro. Agora é a hora de pensar na final. É nossa vez de levar a Copa do Mundo para a Alemanha", disse, confiante em uma despedida ideal para ele. "Sei como é uma m... perder uma final."
Retrospecto













