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Lei Geral

Presidente da CBF diz confiar em estados para aprovação de bebidas na Copa

José Maria Marin espera que haja um acordo para que as bebidas alcoólicas sejam liberadas nos estádios

José Maria Marin espera que a liberação de bebidas durante o Mundial de 2014 seja aprovada | Reuters
José Maria Marin espera que a liberação de bebidas durante o Mundial de 2014 seja aprovada (Foto: Reuters)

Diante da possibilidade de a Fifa ter de negociar com os Estados a venda de bebidas alcoólicas em arenas esportivas durante a Copa do Mundo, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, disse nesta quarta-feira (21) acreditar no senso de responsabilidade da Câmara dos Deputados e das demais casas legislativas do país para garantir a exigência.

"A Fifa deve saber perfeitamente que cada Casa de Lei e os respectivos Estados vão estar conscientes da sua responsabilidade. Aqui no Congresso existe essa responsabilidade e nas respectivas casas de leis dos Estados vai haver a consciência", disse Marin após uma visita de cortesia a senadores e à Comissão de Turismo e Desporto da Câmara.

A possibilidade de negociações da entidade que comanda o futebol mundial com Estados para a permissão da venda de bebidas surgiu após a mudança de posição do governo em relação à Lei Geral da Copa, que define regras para a realização do Mundial em 2014 e da Copa das Confederações em 2013.

A autorização ao comércio de bebidas é uma das exigências da Fifa, que tem uma cervejaria entre seus patrocinadores oficiais.

Após uma crise generalizada nos partidos que compõem a base aliada, o governo negocia a aprovação de um texto mais brando em relação ao álcool nos estádios. Sugeriu, portanto, ao relator que não regulamente detalhadamente o comércio de bebidas. Ficaria valendo o texto original do Executivo, que apenas suspende a proibição contida no Estatuto do Torcedor, uma legislação federal.

Deputados aliados e o governo acreditam que essa abordagem poderia facilitar a aprovação do projeto no plenário, num momento de conturbação política na base. Porém a mudança de rumos do governo gerou a interpretação jurídica entre parlamentares que a Fifa teria que negociar com pelo menos sete Estados onde há leis que proíbem bebida nas arenas esportivas.

Contudo, o Ministério do Esporte discorda dessa interpretação e considera que o relatório atende ao compromisso firmado entre Brasil e Fifa.

Juridicamente, a pasta avalia que a suspensão do dispositivo do Estatuto do Torcedor que impede a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, na prática, libera a comercialização em âmbito nacional. E, portanto, não seria necessário uma nova legislação dos Estados para regulamentar o tema.

"O governo federal deixou claro que o texto original já atende o compromisso firmado com a Fifa. A Fifa gostaria que a Lei Geral já deliberasse definitivamente sobre a venda da cerveja nos Estádios", afirmou o deputado Renan Filho (PMDB-AL), que presidiu a Comissão Especial que analisou a Lei Geral na Casa.

"Entretanto há possibilidade ainda da Fifa ter que negociar com os Estados, acho que essa é a possibilidade mais tranquila para ser votada na Câmara", completou o deputado.

Além dos problemas com a base, o governo enfrenta outras resistências sobre a questão das bebidas no Congresso vindas dos parlamentares ligados à área da saúde e da bancada evangélica.

Além disso, a bancada ruralista e a oposição exigem ainda que o governo marque uma data para apreciação do Código Florestal para votar a Lei Geral da Copa.

O projeto está pronto para ser votado na Câmara, mas não há garantias de que seja votado nesta quarta-feira.

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