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ação e reação

Protestos contra a Copa têm mais de 15 mil confirmados

Eventos criados no Facebook envolvem, pelo menos, oito cidades-sede do evento da Fifa e outras duas no exterior

 | Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo
(Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

Mais de 15 mil pessoas confirmaram presença nos protestos agendados para hoje contra a Copa do Mundo. Ao todo, oito cidades-sede do Mundial têm eventos dessa natureza agendados. Os atos também podem ocorrer em cidades do exterior, como Santiago, no Chile, e Berlim, na Alemanha. Em Curitiba, houve um pequeno ato ontem por moradias populares. O evento de hoje agendado para a capital pretende debater os impactos do megaevento da Fifa no país.

Batizado como "Dia In­­­ternacional de Lutas Contra a Copa" e "Manifestação das Manifestações" – em alusão ao slogan "Copa das Copas" –, os protestos de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Ale­­gre, Salvador, Vitória e Santiago foram marcados pelo Facebook. Os atos são encarados como uma retomada do que ocorreu em junho do ano passado, quando da realização da Copa das Confederações.

Entre os principais organizadores, estão o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e o Juntos! – um coletivo de movimentos sociais. Mas centrais sindicais também pretendem aderir aos protestos. A Força Sindical, por exemplo, anunciou que 15 mil metalúrgicos devem parar fábricas de São Paulo. A Central Sindical Popular prevê a adesão de, pelo menos, cinco categorias, entre elas os professores municipais de Belo Horizonte, rodoviários do Rio e metroviários de São Paulo, além de operários da construção civil de Fortaleza e Belém.

Em São Paulo, cidade com maior quantidade de adesões virtuais ao evento, o Comitê Popular da Copa publicou uma relação de 11 pautas que norteiam o protesto de hoje, entre elas a liberdade de expressão, o investimento em equipamentos de segurança – justificado pelo governo federal como necessário para coibir manifestações violentas –, a Lei Geral da Copa e o atraso na entrega de obras de mobilidade urbana.

Apesar de Curitiba não ter um evento criado em redes sociais até a noite de ontem, ainda não estão descartadas manifestações nas ruas da cidade no decorrer do dia. Com cerca de 300 confirmações, a "Aula Pública #copapraquem" não se propunha a virar uma passeata – mas o texto que o divulga contém um link direcionando o leitor para os protestos das demais cidades. O ato curitibano está marcado para as 19 horas, na Boca Maldita, no Centro.

Mundo afora

Na segunda-feira, a Embaixada Brasileira em Berlim, na Alemanha, foi alvo de um atentado. Oitenta pedras foram arremessadas contra o imóvel e a suspeita é de o ato tenha sido por protesto contra a Copa. Para hoje, a polícia local prometeu reforçar a segurança. Em Santiago, no Chile, também é possível que o protesto seja em frente da embaixada. Todo esse movimento não está desconexo do mundo. Também hoje vários protestos do movimento Blockupy, criado em 2011 após o Ocupe Wall Street, nos Estados Unidos, estão marcados na Europa, em razão da crise financeira da região.

R$ 75 milhões é o investimento estimado em aparatos de segurança para conter os protestos no Paraná. No Brasil, o governo federal diz ter gasto mais de R$ 1 bilhão. As verbas, que são foco de críticas dos movimentos populares, serviram para a instalação de 14 Centros Integrados de Comando e Controle e a aquisição de itens não letais, como pistolas elétricas e lançadores de granadas de gás lacrimogêneo. Os exercícios das forças armadas e polícias nas diferentes cidades-sede nos últimos dias também têm a intenção de demonstrar o quanto o país está preparado para os distúrbios civis.

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