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Coritiba espera o camisa 9 para fechar elenco do Paranaense

Contratação de Wellington Paulista, dada como certa pela diretoria alviverde, ainda esbarra em pendência do Inter com o jogador

Jogadores do Coritiba treinam na pré-temporada em Atibaia | Hugo Harada/Gazeta do Povo
Jogadores do Coritiba treinam na pré-temporada em Atibaia (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo)

O Coritiba apara as últimas arestas para fechar a aquisição do atacante Wellington Paulista, do Internacional, encerrando o ciclo de contratações do clube neste início de temporada.

Dada como certa pela própria diretoria alviverde no domingo, a transferência esbarra em um débito do time gaúcho com o jogador, relativa a premiações não pagas. De acordo com Alexandre Oliveira, empresário do atleta, enquanto o Colorado não quitar a pendência, Wellington Paulista não se apresenta em Atibaia, no interior paulista, local da pré-temporada coxa-branca.

É o que falta para o Coritiba pôr em prática o projeto da nova diretoria, baseado na produtividade, aproveitamento da base e redução de custos –até o momento, de acordo com os dirigentes, a economia é de aproximadamente R$ 3 milhões ao mês.

Atualmente o elenco coxa conta com 26 atletas. Será ampliado com a chegada do volante Cáceres, ex-Vitória, prevista para a manhã de hoje, e de Hélder, também volante, que se desligou do Bahia e seguirá no Coritiba – chega amanhã a Atibaia. Ficaria faltando Wellington Paulista.

O número é consideravelmente inferior ao grupo do ano passado, que em determinado momento contou com 40 jogadores, o que ajuda a explicar a redução de gastos. Saíram nomes considerados caros como Lincoln, Zé Love e Alex, além da venda do meia Robinho para o Palmeiras, entre outros.

"Estamos reduzindo a folha salarial mais da metade", admitiu o vice-presidente do clube, Ricardo Guerra. Pelo que a Gazeta do Povo apurou, o custo com salários do futebol em 2014 girava em torno de R$ 6,5 milhões.

Por outro lado, até agora oito contratações foram feitas. Chama a atenção os vínculos de no mínimo dois anos para os atacantes Giva, Negueba e os volantes Alan Santos, João Paulo e Cáceres. Todos amarrados por um contrato de produtividade, com o jogador recebendo mais dependendo dos objetivos alcançados. Outro ponto: o Coritiba não gastou nada para trazê-los ao Alto da Glória.

Outra promessa de campanha que vem sendo cumprida é a de um terço do elenco ser formada por jogadores da base. Hoje, dos 28, nove são crias do clube. "Pretendemos aumentar ainda mais esse número", admite Guerra.

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