
O anúncio de Ney Franco como novo técnico do Coritiba e João Carlos Vialle na direção de futebol, ocorrido oficialmente ontem, traz novas perspectivas ao torcedor, mas mais problemas ao departamento financeiro do clube.
O Coxa, que a cada mês vem enfrentando dificuldades para manter em dias os salários de seus funcionários, terá um aumento substancial na folha de pagamento com o incremento de mais quatro profissionais remunerados no departamento de futebol.
René Simões tinha apenas um auxiliar, já Ney Franco trará dois (Moacir Pereira e Éder Bastos) e mais um preparador físico (Alexandre Lopes). Homero Halila não era remunerado e contava com o auxílio de Felipe Ximenes. Já Vialle será pago, continuará contando com o coordenador de futebol e trará, ainda, Maurício Cardoso.
Embora o clube tente manter os valores dos novos salários em sigilo, a Gazeta do Povo apurou que, com a chegada dos seis profissionais, já no próximo mês o Coritiba terá um acréscimo de cerca de R$ 100 mil mensais em sua folha. Antes, este era apenas o valor pago a René Simões e Alfredo Montesso.
Só Ney Franco teria pedido R$ 130 mil ao Alviverde, o mesmo valor que negociava com o Vitória, mas aceitou baixar um pouco a proposta por uma compensação financeira na premiação que receberá ao fim da competição.
O novo técnico acertou prêmios escalonados para o caso de atingir metas que vão desde escapar do rebaixamento até classificar o clube para a Libertadores.
"É mais gente, com certeza irá onerar um pouco mais o clube. Teremos de tirar mais água de pedra. Mas temos de investir agora para colher depois. Caso contrário o prejuízo pode ser bem maior", afirma Francisco Araújo, o diretor financeiro do clube, que aposta no crescimento da equipe para valorizar os atletas. "Hoje, qualquer clube precisa vender jogadores para equilibrar as finanças."
Antes disso, o Alviverde atacará em novas frentes para equilibrar o caixa. Uma delas negociada diretamente pelo presidente do clube, Jair Cirino. Ontem ele retornou de Belo Horizonte, onde deixou bem adiantado um contrato de patrocínio master com o banco BMG.
Outra frente seria a criação de uma espécie de fundo de investimento. O ex-diretor de futebol, Homero Halila, negociava a cessão de parte dos direitos de três atletas alviverdes para a Nadin Andraus em troca de R$ 2 milhões. O empresário retornaria hoje a Curitiba e deve negociar direto com Vialle.




