
O presidente do Coritiba, Jair Cirino, embarcou nesta quarta-feira (27) com destino ao Rio de Janeiro para protestar contra o desempenho do árbitro Marcelo de Lima Henrique na partida contra o São Paulo, no último final de semana, em Curitiba. A exemplo do que fez no primeiro turno, quando também se sentiu prejudicado pela arbitragem de Wagner Tardelli, contra o mesmo São Paulo, o dirigente alviverde acredita que os esforços para cobrar punições aos "homens de preto", não serão em vão.
"Naquela oportunidade muitos falaram que não valia a pena protestar contra arbitragens que nos prejudicaram. Contudo, nas rodadas seguintes, nem ele (Tardelli), nem o árbitro do jogo contra o Cruzeiro (Carlos Eugênio Simon), que também nos prejudicou claramente, entraram no sorteio. Isso deve ter doído em seus bolsos", falou Cirino, por telefone, à Gazeta do Povo Online.
De acordo com o mandatário alviverde, os prejuízos sofridos contra o São Paulo no último domingo são tão grandes ou piores que os do 1º turno. "Nos sentimos muito prejudicados. Acreditamos que a Comissão de Arbitragem da CBF tem feito um bom trabalho. Considerando que os dois árbitros que nos prejudicaram naquela ocasião não apitaram mais jogos do Coritiba, ficamos satisfeitos. Espero que isso se repita".
No jogo que gerou toda essa reclamação, o árbitro Marcelo de Lima Henrique não marcou um pênalti para o Coritiba aos 45 minutos do 1º tempo, quando Marlos chutou forte da entrada da área e a bola bateu na mão de André Dias. Na interpretação do árbitro, não houve a intenção da infração e o jogo prosseguiu, para a irritação dos torcedores.
Para Cirino, uma possível "geladeira" para os árbitros que erram em lances capitais de uma partida atenua a insatisfação, mas não consegue reparar as conseqüências. "Os pontos perdidos não voltam mais, infelizmente".
Julgamento de Dorival Júnior
Nesta quinta-feira o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julga o recurso que pede a redução da pena de 30 dias de suspensão imposta ao técnico Dorival Júnior, do Coritiba. Ele supostamente xingou o árbitro Pablo dos Santos na partida contra o Santos, em 3 de agosto, na Vila Belmiro. No dia do julgamento, o Coritiba estava em campo e nem o técnico, nem sua principal testemunha (o técnico Cuca, que trabalhava no Santos), puderam comparecer.
A defesa do Coritiba espera contar com o depoimento do ex-treinador santista (que hoje trabalha no Fluminense) para reverter a suspensão em penas alternativas, como por exemplo, a doação de cestas básicas. O presidente Jair Cirino, que estará no Rio de Janeiro, deve acompanhar o julgamento.



