
Duas oportunidades. Duas enormes frustrações. A participação do Coritiba no Brasileiro terminou ontem, na Arena da Baixada, com o mesmo sentimento da campanha da equipe na Copa do Brasil. Assim como no torneio mata-mata, os comandados do técnico Marcelo Oliveira dependiam apenas de seus esforços para concretizar o sonho de garantir vaga na Libertadores. De novo, ficaram pelo caminho.
"Acho que a tristeza é igual. Perder o título na Copa do Brasil da maneira que perdemos [com vitória sobre o Vasco, no Couto Pereira] e perder a vaga que buscávamos em toda a competição, chegando à última rodada só dependendo de nós. De repente não fizemos uma partida boa. É triste, mas a vida continua", lamentou o zagueiro e capitão Jéci, segurando as lágrimas, logo após a derrota pelo placar mínimo para o rival Atlético.
Como o próprio zagueiro definiu, o resultado foi um grande "baque" para o elenco alviverde. Ainda mais após a possibilidade de classificação para a competição continental praticamente cair no colo do clube antes da última rodada. O "acerto de contas" estava, sim, nos planos. E por isso a decepção é elevada ao quadrado.
"Com certeza o sentimento é de frustração. Hoje [ontem] tínhamos a nossa segunda chance. Sabíamos que seria um jogo difícil, ainda mais um clássico. Não deu. É pensar no ano que vem", resumiu o lateral-esquerdo Lucas Mendes.
Para o superintendente de futebol Felipe Ximenes, ambos os sentimentos são ruins, mas com contornos distintos. "A Copa do Brasil foi uma final. O Brasileiro é um campeonato de regularidade. E dentro da regularidade, produzimos para terminar na posição que terminamos. Penso que a oitava colocação condiz com o que apresentamos ao longo do campeonato", fechou.



